Sai do papel? Veja como está a busca dos clubes do país para criarem a sua liga e organizarem Brasileirão

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A mobilização dos clubes para criarem uma liga que organizasse o Campeonato Brasileiro teve seus ânimos arrefecidos. Conforme apontou o jornalista Martín Fernández em sua coluna no jornal "O Globo", em vez do início com "a maior brevidade possível", conforme anunciado em carta à CBF em junho, o desejo de mudanças está atualmente em um fogo brando, causado por muita incerteza em campo.

Ao LANCE!, o presidente do Athletico-PR, Mário Celso Petraglia, apontou que a rotina do futebol brasileiro afetou um pouco as negociações entre dirigentes. Houve até agora dois encontros presenciais e um virtual sobre o tema.

- Não sabemos como ficarão as coisas na CBF. Houve recentemente a questão da intervenção, que acabou não acontecendo. Está tudo muito nebuloso. Mudanças sempre trazem muitas dúvidas. Temos ainda de aguardar um pouco - afirmou.

O Ministério Público nomeou o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, e o mandatário da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, como interventores da entidade. Contudo, a decisão foi logo revogada em recurso da CBF no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A Confederação atualmente é presidida por Antonio Carlos Nunes, uma vez que Rogério Caboclo foi afastado do cargo pela Comissão de Ética devido às acusações de assédio moral e sexual a uma funcionária. A CBF foi procurada pela reportagem para falar sobre a liga, mas não se manifestou até o momento.

Procurado, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, não quis se manifestar sobre os próximos passos da liga. Petraglia detalhou como o clube carioca agiu nestes encontros que foram realizados.

- Sempre agiu com pró-atividade, nos deu total abertura. Não faria absolutamente nada sem nosso apoio - declarou.

A articulação da liga ainda esbarra em outras indefinições dos bastidores do futebol.

- Tem a lei da S/A, liberação de público, questões da CBF... - disse Mário Celso Petraglia.

O fair-play financeiro e a formulação do calendário (em especial as Datas Fifa) são outros fatores que estão em debate. De acordo com o "De Primeira", do UOL, atritos entre Petraglia e o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, aconteceram em uma reunião virtual. O presidente do Athletico-PR não confirmou, mas frisou:

- Há discussões como as que acontecem dentro de campo. Ficam só lá.

O dirigente do Tricolor baiano foi procurado, mas não respondeu às perguntas da reportagem.

O LANCE! ouviu dirigentes de outros clubes, que veem como fundamental a necessidade da criação da liga e projetam mudanças.

- É um passo importante a criação desta liga. Somos favoráveis - afirmou Adson Batista, presidente do Atlético-GO.

Mandatário do Ceará, Robinson de Castro destacou.

- Não há previsão de uma nova reunião. Queremos tirar a liga do papel, mas há muito a evoluir - declarou.

No momento, há uma estrutura de governança, com assembleia geral e uma comissão para cada série da competição nacional.

Um dos grandes entusiastas da criação da liga, Mário Celso Petraglia reconhece que há outros desafios a serem driblados, entre eles o calendário farto.

- Na verdade, todo início traz certa insegurança. Estamos reaprendendo a conviver, a ter uma confiança mútua para que a liga consiga se tornar uma realidade - concluiu.

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