Sérgio Mallandro e até cerveja 'ajudaram' Palmeiras contra o Santos, em 2015. A revelação é de Alexandre Mattos

Goal.com

Fale o que quiser de Alexandre Mattos, mas é inegável que, sob os comandos de Paulo Nobre, o diretor foi muito importante para a reconstrução do Palmeiras. E um dos títulos mais queridos neste período de tempo para o torcedor foi a Copa do Brasil de 2015.

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Antes dos anos de glória e da farra financeira, o Palmeiras, com um elenco muito mais barato e enxuto, bateu o Santos de Lucas Lima, Ricardo Oliveira, Gabigol, Renato, Thiago Maia e outros. Um ano depois, o clube conquistava seu primeiro Brasileirão desde 1994.

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Mesmo que os anos seguintes não tenham sido tão recheados de títulos como se prometia, o clube não passou mais por apuros, viveu tranquilidade financeira e montou uma das melhores estruturas do futebol brasileiro. De certa forma, tudo começou com a conquista em 2015.

Já com Dudu, G. Jesus, Zé Roberto e Prass, nomes importantes na história palmeirense, o título contou com uma "forcinha" de Alexandre Mattos, segundo o mesmo contou em entrevista na TV Galo, falando sobre bastidores de um título.

Dudu Santos Palmeiras Copa do Brasil 25112015
Dudu Santos Palmeiras Copa do Brasil 25112015

A primeira delas - e talvez mais importante - foi a mudança de data da final. Segundo Mattos, o Santos vinha voando, jogando muito bem, e o Palmeiras oscilava. Assim, o dirigente teve a ideia de propor, junto com Paulo Nobre, para que o segundo jogo da final fosse adiado, de forma a fechar a temporada.

Modesto Roma Júnior, então mandatário do Alvinegro Praiano, aceitou a proposta, dando mais tempo de preparação aos rivais. Nesse meio tempo, o Santos ainda era o favorito, contando com um elenco mais qualificado.

Assim, Mattos tentou outros artifícios para unir o grupo em prol da causa: levou todo o elenco para Atibaia, no interior paulista e contratou o humorista Sérgio Mallandro para dar uma palestra aos jogadores. Além de, é claro, usar daquilo que a maioria esmagadora dos boleiros gosta: a cervejinha.

Sem o treinador Marcelo Oliveira ficar sabendo, o dirigente reuniu todo o elenco, sob a promessa de conversar sobre o "bicho" dado aos jogadores em caso de título. Na reunião, Mattos levou petiscos, cerveja e tentou criar intimidade no grupo, a fim de "os atletas se doarem uns pelos outros".

Mesmo assumindo que fazer uma reunião desta maneira três dias antes da partida não é o indicado, o dirigente afirmou que, depois daquilo, "o Santos poderia jogar 50 jogos contra nós, e ganharíamos todos. Emocionalmente estávamos muito fortes."

Ao menos em seu primeiro ano no Galo, Mattos não conseguirá fazer algo parecido: o clube já foi eliminado da Copa do Brasil. Mesmo assim, conta com as contratações do dirigente para fazer uma boa campanha no Brasileirão, e quem sabe, sonhar com o título.

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