São Paulo x Linense: A polêmica ‘venda’ de mando no Paulistão

A decisão da diretoria do Linense de “vender” seu mando de campo nas quartas de final do Campeonato Paulista fazendo com que os dois duelos contra o São Paulo sejam disputados no Morumbi vem causando polêmica.

“É algo que só afeta aos dois clubes, portanto não prejudica e nem beneficia terceiros. O futebol vive de receitas. (Em Lins) temos um estádio pequeno, em que a maioria seria são-paulina de qualquer maneira. É uma decisão dos clubes, com o apoio da federação”, disse o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos.

Bruno Vieira Linense São Paulo Paulista 03302016


(Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC/Divulgação)

Diversos clubes, porém, se mostraram contrariados com a decisão. O regulamento do Paulistão, que permite que isso seja feito, inclusive, foi alvo de críticas do técnico do Corinthians, Fábio Carille.

“Na minha opinião, o erro é do regulamento. Eu me colocando como presidente do Linense, jogo no Morumbi com uma renda que vai resolver a vida dele. Ele tem direito de fazer, está no regulamento. O erro é do regulamento”, afirmou em entrevista coletiva nesta sexta-feira (31).

No dia anterior, representantes de outros clubes que estão nas quarta de final já haviam criticado a decisão do Linense. Entre os que reclamara, o vice-presidente da Ponte Preta, Giovanni Dimarzio, foi o mais enfático.

“Eu penso que seria mais interessante ter os jogos no interior. Nós, por exemplo, não aceitamos jogar as duas contra o Santos no Pacaembu. Nós somos contra e manifestamos isso. Os jogos deveriam ser na casa dos mandantes”, declarou.

Morumbi - 5/11/2016


(Foto: Fernando H. Ahuvia/Goal Brasil)

Para o Linense, porém, a decisão tomada pode render o suficiente para pagar as contas do clube até o fim do ano já que a renda dos dois confrontos será dividida.

“Tem muita gente querendo fazer polêmica, mas todos já sabiam há muito tempo que somos impossibilitados de jogar com os grandes no Gilbertão. Analisando todos os aspectos do caso a partir desse fato, e logicamente levando em conta o lado financeiro, tenho a certeza de que tomamos a melhor decisão”, ressaltou o presidente José Hugo Gentil Moreira.

Vale lembrar que o estádio Gilberto Siqueira Lopes possui capacidade para sete mil torcedores. Comoa capacidade mínima exigida para times da Série A1 é de 10 mil lugares, o time atuou em outros palcos contra os “grandes” e se comprometeu a ampliar a sua casa.

VEJA TAMBÉM:
O bicho vai pegar no Paulistão | Briga quente pela artilharia | Tudo sobre o Tricolor