São Paulo volta à final do Paulista em busca de encerrar jejum de 9 anos sem títulos

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SÃO PAULO, SP, 16.05.2021: SÃO PAULO-MIRASSOL - Comemoração do gol de Luciano, do São Paulo - Partida entre São Paulo e Mirassol, válida pela semifinal do Campeonato Paulista 2021, no estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi), na capital paulista, neste domingo (16). (Foto: Marcello Zambrana/AGIF/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 16.05.2021: SÃO PAULO-MIRASSOL - Comemoração do gol de Luciano, do São Paulo - Partida entre São Paulo e Mirassol, válida pela semifinal do Campeonato Paulista 2021, no estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi), na capital paulista, neste domingo (16). (Foto: Marcello Zambrana/AGIF/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O São Paulo avançou neste domingo (16) à final do Campeonato Paulista e terá, mais uma vez, a chance de encerrar o jejum de títulos que, nesta temporada, completa nove anos. Dono da melhor campanha do torneio, a equipe do Morumbi passou pelo Mirassol na semifinal, com goleada por 4 a 0, em casa.

Na final, o time tricolor terá um raro duelo contra o Palmeiras em decisão por mata-mata. Em toda história do Campeonato Paulista, os dois clubes disputaram apenas uma vez a final do torneio -sem contar confrontos em campeonatos de pontos corridos que acabaram valendo o título.

Na outra vez em que disputaram a final, em 1992, os são-paulinos ficaram com o troféu.

Naquele ano, o São Paulo teve uma das temporadas mais vitoriosas de sua trajetória, com a conquista do Estadual, da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes.

Era um momento bem diferente do atual, em que o time não levanta um troféu desde 2012, quando venceu a Copa Sul-Americana, ao derrotar o Tigre (ARG). Já o último título estadual veio em 2005, curiosamente num ano em que o clube também ganhou o continental e o interclubes.

Diferentemente das quartas de final e da semifinal, a decisão do Paulista será em jogos de ida e volta. Por ter somado mais pontos até aqui (33 contra 27 dos palmeirenses), a equipe dirigida pelo argentino Crespo jogará o segundo duelo como mandante. As datas e horários das partidas ainda precisam ser confirmados pela FPF (Federação Paulista de Futebol).

Apesar de o favoritismo, em geral, ser dividido em clássicos, a decisão vai opor times que deram atenções diferentes ao torneio.

Pressionado pelo jejum, o São Paulo usou, na maioria das vezes, força máxima no Paulista mesmo tendo em paralelo a disputa da Copa Libertadores.

Ainda assim, manteve um bom desempenho nos dois campeonatos. Além de liderar o Grupo E do torneio continental, empatado com o Racing (ARG), com oito pontos, foi o time que mais venceu no Paulista, com dez vitórias em 14 jogos, além de três empates e uma derrota.

Diante do Mirassol, depois que abriu o placar com Arboleda, aos 44 minutos da etapa inicial, voltou mais confiante para o segundo tempo e ampliou o placar duas vezes em 11 minutos. Primeiro, Pablo tentou fazer o gol com uma cavadinha, a bola desviou no zagueiro Danilo Boza e entrou, aos 5 minutos. Depois, Gabriel Sara fez de cabeça após escanteio cobrado por Benítez.

Com os visitantes, praticamente, entregues, Luciano foi quem fechou o placar, aos 29 minutos.

O Palmeiras, por sua vez, priorizou a Libertadores até as quartas de final, quando o time alviverde passou pelo Red Bull Bragantino. Nesse período, o técnico Abel Ferreira usou escalações alternativas na maior parte da competição.

Neste domingo (16), porém, ele escalou força máxima e a equipe dele venceu o Corinthians, por 2 a 0, em Itaquera, resultado que além de eliminar o rival ainda provocou a demissão do técnico Vagner Mancini.

A diretoria o dispensou pressionada pela sequência de eliminações recentes. Além do Estadual, o time deu adeus à Copa Sul-Americana na quinta-feira (13), quando foi goleada pelo Peñarol (URU), por 4 a 0, a duas rodadas do fim da fase de grupos.

Campeão em 2020, numa decisão com o próprio Corinthians, o Palmeiras buscará o bicampeonato. Ao todo, o time alviverde tem 23 títulos estaduais e é o segundo com mais troféus, atrás dos corintianos, que somam 30. O Santos é o terceiro, com 22, seguido do São Paulo, com 21.

SÃO PAULO

Volpi; Arboleda, Miranda, Léo; Igor Vinícius, Luan (William), Liziero (Rodrigo Nestor), Gabriel Sara (Igor Gomes), Reinaldo, Benitez (Rojas); Pablo (Luciano). T.: Hernán Crespo

MIRASSOL

Alex Muralha; Daniel Borges, Danilo Boza, Renie, Ernandes; Sousa (Daniel), Neto Moura e Cássio Gabriel (Raphael Macena); Diego Gonçalves (Mateus Anderson), Fabrício (Lucas Souza) e Pedro Lucas. T.: Eduardo Baptista

Estádio: Morumbi, em São Paulo (SP)

Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira

Assistentes: Anderson José de Morais Coelho e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa

VAR: Márcio Henrique de Gois

Cartões amarelos: Neto Moura e Daniel (MIR)

Gols: Arboleda (SAO), aos 44'/1ºT; Pablo (SAO), aos 5', Gabriel Sara (SAO), aos 11', e Luciano (SAO), aos 29'/2ºT

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