São Paulo tem fama de time exposto, mas é líder de desarmes no Paulistão

Bruno Grossi

O São Paulo passou a primeira fase do Campeonato Paulista convivendo com críticas ao sistema defensivo. O time do técnico Rogério Ceni foi, por exemplo, taxado de exposto, desprotegido. Mas as estatísticas do Estadual mostram contradição. A equipe que as 16h deste domingo encara o duelo de ida contra o Linense, pelas quartas de final, é a líder em desarmes no torneio.

Os números podem ser explicados pela postura agressiva que Ceni tenta implantar no Tricolor. Pressão na saída de bola do rival e reação imediata ao perder a posse. Tanto é que outra contradição aparece nas estatísticas do quesito. O atleta que mais desarma no elenco é um atacante: Luiz Araújo roubou a bola 28 vezes em dez partidas, o sexto melhor do Paulistão.

Por outro lado, o único zagueiro a aparecer entre os dez jogadores que mais desarmaram no São Paulo é Maicon, o décimo colocado com apenas nove bolas roubadas em seis jogos. O que então faria do Tricolor do Mito um time exposto? A média de desarmes dos meio-campistas da equipe pode explicar.

Se Araújo faz quase três desarmes por partida, o trio de volantes que jogou a maior partida da primeira fase tem desempenho bem abaixo. Thiago Mendes tem média 1,9 por jogo, Cícero de 0,9 e João Schmidt, o mais criticado pela falta de combatividade, 1,8. Para muitos, mora aí a causa dos 20 gols sofridos em 12 duelos, que deram ao São Paulo o posto de segunda pior defesa do Estadual.

Curiosamente, apenas o Linense, rival deste domingo, sofreu mais tentos na primeira fase: 25. Ceni, no entanto, tem valorizado a melhora da defesa nas últimas partidas. Nas oito primeiras, foram 17 gols sofridos. Nas quatro finais, apenas três.

O Tricolor aposta que Jucilei, que deve tomar o lugar de Schmidt como primeiro volante, possa melhorar ainda mais a capacidade de desarmar os rivais. O camisa 25, porém, também tem média baixa até aqui: 1,8 desarme por jogo.









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