São Paulo deve sediar GP do Brasil de Fórmula 1 em 2021; entenda

Redação Motorsport.com
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Em meio à disputa entre as cidades de Rio de Janeiro e São Paulo pela realização do GP do Brasil de Fórmula 1 a partir da temporada 2021, o site RaceFans informa que a capital paulista sediará a prova brasileira da categoria no próximo ano. Segundo a publicação, "o circuito de Interlagos garantiu uma vaga no calendário da F1 de 2021, apesar da competição de um projeto rival no Rio de Janeiro".

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Ainda de acordo com o RaceFans, "os esforços para realocar a rodada do Brasil do campeonato mundial para um novo circuito na área de Deodoro foram adiados devido a preocupações com as implicações ambientais da construção da pista".

"A proposta foi amplamente criticada, inclusive pelo hexacampeão mundial Lewis Hamilton, que pediu aos organizadores que não cortassem árvores para construir a pista", seguiu a publicação.

"Interlagos realizará assim a prova brasileira pela 38ª vez na história. Entretanto, o RaceFans apurou que o evento não será mais promovido por Tamas Rohonyi, um associado de longa data do ex-chefe da F1 Bernie Ecclestone."

O site também informa que Barcelona também deve estar presente na temporada 2021 da F1: "A inclusão dessas corridas garantirá que o calendário contenha pelo menos 22 rodadas. Espera-se que tudo seja anunciado nesta semana, possivelmente já amanhã (terça-feira)."

Projeto de circuito no Rio

O autódromo de Deodoro é orçado em cerca de R$ 800 milhões – e visto pela prefeitura do Rio, pelo governo estadual e pelo presidente Jair Bolsonaro como trunfo para desbancar a concorrência de São Paulo e levar novamente a corrida da F1 à capital fluminense no futuro. A assinatura do contrato entre a prefeitura e o consórcio Rio Motorsports, responsável pela obra, depende da aprovação do estudo de impacto ambiental (EIA-Rima).

A Floresta do Camboatá, cedida pelo Exército em Deodoro, é considerada o último lugar de Mata Atlântica de áreas planas na cidade e tem 170 hectares, dos quais 55 deverão virar área construída, totalizando 70 mil árvores.

O Rio Motorsports pretende compensar o impacto com uma série de ações, como o replantio de 700 mil árvores – parte delas dentro do próprio terreno, o que tornará a área com vegetação maior do que é hoje. Além disso, cerca de 810 mil m² do terreno – o equivalente a 75 campos de futebol – serão inteiramente utilizados em favor da adoção de práticas conservacionistas e preservacionistas em prol do patrimônio natural.

Rio de Janeiro busca desbancar São Paulo como sede do GP do Brasil de F1

Desde antes do ano passado, as duas cidades travam disputa para receber a etapa brasileira da F1 no futuro. Embora a capital paulista já tenha um autódromo pronto e bastante popular (Interlagos), falta à 'candidatura' paulistana o aporte financeiro que os cariocas dizem ter. São Paulo tem o 'ônus' de ser uma das duas provas da F1, junto de Mônaco, que não pagam taxa para a categoria para sediar uma corrida.

Os promotores da etapa de Interlagos querem uma renovação com a F1. Porém, enfrentam a concorrência fluminense. O Rio teria oferecido cerca de US$ 65 milhões (R$ 353 milhões). Já São Paulo teria feito proposta de US$ 20 milhões (R$ 109 milhões). Segundo o Estadão, os cariocas estariam perto de desbancar os paulistas para ter a prova brasileira da categoria máxima do automobilismo. Entretanto, o Rio Motorsports deu calote recente na MotoGP.

Presidente Bolsonaro quer F1 no Rio

O projeto de levar a F1 para o Rio tem forte apoio político do presidente. O mandatário é paulista, mas fez sua carreira política no Rio e um de seus filhos, Flávio Bolsonaro, é senador pelo estado. Outro herdeiro de Jair, Carlos Bolsonaro é vereador na capital. Todos já defenderam publicamente a construção do autódromo em Deodoro. A iniciativa também tem contrato para receber a MotoGP em 2022, mas as obras parecem longe de começar.

De todo modo, a Secretaria de Esporte do Rio de Janeiro aprovou, em novembro, o projeto para a realização da prova por dez anos na na capital, autorizando captação de R$ 302 milhões em incentivos fiscais para o GP do Brasil de F1 em 2021 e 2022.

Seriam R$ 151 milhões por evento, mas, como o valor começará a ser pago antes, não haverá estouro do limite de R$ 138 milhões anuais previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O valor será investido para pagar parte da taxa à Liberty Media para a realização da prova.

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