São Paulo e FPF não veem inversão de mando; Linense se justifica

A definição de que as duas partidas das quartas de final entre São Paulo e Linense serão disputadas no estádio do Morumbi foi o fato mais marcante do Congresso Técnico da Federação Paulista de Futebol (FPF), realizado nesta quinta-feira, na sede da entidade, mas não causou polêmica entre os envolvidos. Para o diretor de futebol do Tricolor, José Jacobson, por exemplo, a escolha foi “natural”.

“O presidente do Linense fez esse pedido e nós, em comum acordo, aceitamos”, disse o dirigente, negando qualquer inversão de mando. “Eu acho que não tem inversão, não. Nós estamos enxergando de uma maneira bem profissional. O Linense está com alguns problemas lá no seu estádio e achou que seria uma boa para nós dividirmos”, continuou Jacobson.

Por definição, os dois times vão dividir a renda líquida das duas partidas, algo que é visto pelo clube de Lins como essencial para manter o orçamento no segundo semestre, quando o Elefante não tem nem uma competição assegurada em seu calendário.

“Tínhamos limitação do estádio desde o ano passado, que vem em obras para atingir limite de público. Ainda não finalizamos as obras. A gente se comprometeu com o Ministério Público e Federação de não levarmos para Lins os jogos contra os grandes”, disse o presidente do Linense, José Hugo Gentil, alegando que o Tricolor teria maioria de torcida em qualquer lugar.

“Por mais que jogássemos no interior, numa cidade mais próxima, perderíamos todo o aspecto esportivo. Em qualquer cidade teria mais torcedores do São Paulo e não teria retorno financeiro como pode ter na cidade de São Paulo. Isso dependeria de um acordo com o São Paulo. Concluímos que dentro de todos esse motivo, a melhor opção seria os dois no Morumbi”, assegurou Gentil.

Mediador da conversa e com poder de veto não utilizado neste caso, o presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, considerou que tudo está dentro da legalidade. “Estamos partindo do princípio que o São Paulo está classificado. Não, o São Paulo vai jogar a primeira partida no Morumbi com mando do Linense”, minimizou o mandatário.

Envolvidos na questão, os clubes grandes preferiam se abster de comentários. O único a dar uma leve “cutucada” na decisão foi o presidente santista Modesto Roma Júnior. “Eu certamente gostaria de jogar as duas na Vila…”, avaliou, sem se estender no comentário.