Russa Efimova critica finais da natação pela manhã em Olimpíada "injusta"

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Nadadora russa Yuliya Efimova nos Jogos de Tóquio
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TÓQUIO (Reuters) - A nadadora russa Yulia Efimova classificou nesta segunda-feira a Olimpíada de Tóquio de injusta por causa do número de atletas que ficaram fora dos Jogos, e criticou os organizadores por marcarem as finais das provas de natação para o período da manhã para atender as exigências do horário nobre da televisão dos Estados Unidos.

Agora em sua quarta Olimpíada, Efimova tornou-se uma figura controversa nos Jogos do Rio em 2016 depois de ser chamada pela norte-americana Lilly King, que seria a medalhista de ouro nos 100 metros nado peito, de trapaceira do doping.

A russa, que ficou suspensa por 16 meses de outubro de 2013 a fevereiro de 2015 depois de testar positivo para um esteróide anabolizantes, ficou com a medalha de prata naquela ocasião.

As duas voltarão a se enfrentar em Tóquio na terça-feira, na final da mesma prova.

"Estou chateada que seja impossível ir a qualquer lugar, muitos atletas estão suspenso das competições. Isso é uma Olimpíada injusta, quando nem todos estão competindo", disse ela ao site http://www.matchtv.ru em entrevista.

A atleta de 29 anos não detalhou sua declaração, mas muitos atletas ficaram fora dos Jogos depois de terem testes positivos para a Covid-19.

Os atletas russos também estão competindo em Tóquio como representantes do Comitê Olímpico da Rússia, porque o país foi proibido de usar sua bandeira e seu hino nacional devido a violações relacionados ao doping.

"Infelizmente, no nosso mundo, o dinheiro decide tudo, e eles não prestam atenção aos interesses dos atletas", disse ele sobre o calendário matutina das provas, em comparação com as finais que foram disputadas tarde da noite no Rio.

"Teríamos resultados melhores se tivéssemos as finais à noite", disse. "Recordes mundiais seriam quebrados. Mas também é interessante, porque a imprevisibilidade cresce (pela manhã)."

Efimova disse ainda que os quartos da vila dos atletas são pequenos e criticou as restrições de movimentação.

"O que mais me incomoda é a loja de presentes para a qual você não pode ir. Já não sobrou nada... Queria levar algumas lembranças para casa", disse.

(Reportagem de Alan Baldwin em Londres)

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