Rossi vê melhora da Yamaha, mas mantém pés no chão: “É só um circuito”

Redação GP
Grande Prêmio

Valentino Rossi saiu feliz da primeira bateria de testes da pré-temporada 2020 da MotoGP, mas nem por isso perdeu contato com a realidade. Mesmo identificando melhora na performance da YZR-M1, o italiano quer reconfirmar esses achados em outros circuitos.

Rossi completou a atividade malaia com o quinto melhor tempo, 0s192 mais lento que Fabio Quartararo, o líder dos trabalhos.

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Ainda definindo o futuro na MotoGP, Rossi foi questionado se os 20 pilotos atrás dele também deveriam cogitar a aposentadoria e brincou: “Sim, é verdade”.

“Não, estou feliz com a quinta posição e foi um teste positivo. Assim, eu gosto. Foi um grande esforço, com certeza, mas eu fui competitivo, então isso é positivo”, avaliou.

Valentino Rossi (Foto: Yamaha)


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Rossi, no entanto, não vai se apressar para definir o futuro na MotoGP. “A situação é de que parece que eu tenho um pouco mais de tempo, então posso decidir bem. Não estou com pressa”.

Valentino está decidido a continuar a carreira apenas se for competitivo. E, para isso, precisa resolver os problemas que marcaram o 2019 da Yamaha: o desgaste do pneu traseiro e falta de velocidade máxima.

Na Malásia, o #46 sentiu melhora na conservação dos pneus, mas acredita que a questão da velocidade não foi resolvida.

“A primeira impressão é positiva em relação ao pneu traseiro, mas, nas retas, nós vamos sofrer”, previu.

Além de ver alguma evolução na Yamaha, Rossi também celebrou sua melhor marca em Sepang ― 1min58s541 ―, ainda que o top-10 tenha completado o dia coberto por só 0s387.

“Me sinto muito bem, pois nós melhoramos. É verdade que todo mundo é forte, todo mundo melhorou o tempo de volta e nós estamos todos muito próximos”, comentou. “Mas a sensação é positiva, porque parece que ganhamos alguma aderência. E também parece que melhoramos o desgaste do pneu traseiro, que é o nosso principal problema. Mas é só um circuito, então agora temos de checar no Catar”, continuou.

“A nova moto é um pouco diferente, então precisamos trabalhar para entender o potencial todo”, comentou. “A moto é muito boa com os novos pneus, também para o ataque à tabela de tempos. Mas nós precisamos entender se também em outras pistas nosso ritmo é melhor no fim da corrida. E trabalhar na velocidade na reta”, alertou.

“Nós melhoramos um pouco a velocidade máxima, mas a diferença é bem grande, pois as outras motos também deram um passo. Agora precisamos entender se podemos manter o vácuo, mas não vejo muita diferença”, apontou. “Nós precisamos esperar também por outra pista e precisamos ver se não perdemos muito na corrida”, continuou.

Rossi sabe, no entanto, que a Yamaha não vai mudar seu DNA: o motor de quatro cilindros em linha. As fábricas com os V4 costumam dominar em termos de velocidade.

“Do que eu entendo, o quatro cilindros em linha é um pouco mais fácil para pilotar, mas é um pouco mais lento”, reconheceu. “É sempre difícil, porque os V4 são mais rápidos na reta e ser rápido na reta é ‘grátis’. Você não precisa de um grande esforço”, ponderou.

“Parece que a nossa moto é um pouco melhor nas curvas, mas, para ser mais rápido nas curvas, você sempre tem de arriscar, sempre se esforçar mais. Então não é fácil”, explicou. “Mas esse é o nosso DNA. A Yamaha é assim e acho que será sempre assim, com o quatro em linha, então temos de fazer o máximo com isso”, reconheceu.


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