Rossi sobre abandono em Valência: "Quando a moto parou, comecei a rir"

Germán Garcia Casanova
·3 minuto de leitura

Valentino Rossi reapareceu no GP da Europa depois de ter ficado em casa nos dois anteriores, devido a um resultado positivo para a Covid-19, mas a corrida para o italiano durou apenas quatro voltas, visto que teve de abandonar mais uma vez.

Rossi passou mais de três semanas em casa com testes positivos para coronavírus em meados de outubro, mas chegou a tempo de entrar no circuito na sexta-feira e subir na moto no sábado, no TL3. O esforço, no entanto, não foi recompensado para o piloto da Yamaha, que apenas quatro voltas depois da largada viu a sua moto parar no meio da pista.

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“Pessoalmente foi uma pena, porque precisava terminar a corrida para somar quilômetros. Mas a moto parou devido a um problema eletrônico. O motor não quebrou”, explicou Rossi para abafar o alarme de um novo problema mecânico.

Para Rossi, e para os demais pilotos da marca, a temporada está sendo um calvário. Além de perder as duas corridas em Aragón, o italiano não conseguiu terminar outras cinco devido a quedas ou abandonos.

“A situação não é fácil, porque parece que não entendemos como funcionam os pneus. Há duas semanas, Franco (Morbidelli) venceu e aqui estivemos muito mal. Além disso, temos problemas de confiabilidade no motor”, lembrou.

Rossi acredita que a Yamaha pegou a atípica temporada de 2020 com o pé trocado, algo que já aconteceu no passado.

“É verdade que já acontecia antes de começarmos bem a temporada, mas depois, as outras marcas colocam as baterias e terminam muito fortes”.

“Sempre disse à Yamaha que o motor é um grande problema. Somos os mais lentos nas retas e também temos problemas de confiabilidade. Portanto, o motor não rende e quebra. Normalmente, você tem um problema ou o outro, mas nós temos os dois. Além disso, agora os demais motores têm um caráter mais macio”, avaliou.

Com esse panorama e com a evolução congelada para 2021, as perspectivas para as motocicletas japonesas não são muito otimistas. “O motor está congelado, mas isso não deve ser desculpa”, disse Rossi.

"Na MotoGP, agora você pode fazer muitas coisas para melhorar o motor com os elementos ao seu redor. Com eletrônicos, escapamentos e assim por diante. Se a Yamaha funcionar bem, acho que podemos melhorar o motor apesar do congelamento. Há muitos anos se diz que o problema da Yamaha era que o motor era de quatro cilindros em linha, mas a Suzuki também tem um”, frisou.

Apesar do motor de Rossi ter quebrado na primeira corrida de Jerez e de, com este domingo, já haver cinco corridas que não termina, ele não queria fazer sangue. “Quando a moto parou, eu nem fiquei chateado, comecei a rir. Eles me disseram que o problema que eu tive não ocorre há 12 anos", disse, ironicamente.

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