Rosamaria valoriza prata em Tóquio e defende renovação na Seleção Feminina de Vôlei

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Rosamaria teve papel de destaque na campanha brasileira em Tóquio (Foto: PEDRO PARDO/AFP via Getty Images)
Rosamaria teve papel de destaque na campanha brasileira em Tóquio (Foto: PEDRO PARDO/AFP via Getty Images)

Por Guilherme Faber (@fabergui) e Matheus Brum (@matheustbrum)

Catarinense de Nova Trento, 27 anos e reconhecida por atuar tanto na posição de oposto ou ponteira, Rosamaria Montibeller fez parte do elenco da Seleção Brasileira de Vôlei Feminino, que ficou com a medalha de prata ao perder para os Estados Unidos na decisão das Olimpíadas de Tóquio. Menos de um mês após a partida, a oposta prefere valorizar as adversárias e usar o resultado como motivação para o novo ciclo olímpico que se inicia.

“Nas Olimpíadas, os Estados Unidos jogaram muito bem e não conseguimos efetuar o nosso jogo. Talvez na Liga das Nações tenha sido até mais difícil pela situação do jogo. Ao mesmo tempo, teve a felicidade de já estar em uma final olímpica. Deixou um gosto para querer lutar, querer estar novamente em uma decisão e conquistar o ouro”, afirmou em entrevista exclusiva ao Yahoo Esportes.

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E por falar em ciclo olímpico, Rosamaria defende que a Seleção Brasileira tenha uma renovação buscando o alto do pódio em Paris daqui a três anos.

“O Brasil tem muito a crescer ainda. Temos uma equipe experiente, mas vamos precisar de outras jogadoras mais jovens. O grupo vai se renovar bastante. Não acho que chegamos como favoritas, mas chegamos para brigar e tendo que trabalhar bastante”, complementou.

Ainda sobre Tóquio, a estreia de Rosamaria em Olimpíadas, a oposta lembrou alguns momentos que foram marcantes na conquista da prata. “Deu um frio na barriga, mas esperava até mais. Ficava imaginando uma Olimpíada com público e a imagem na minha cabeça me dava esse frio na barriga enorme. Foi uma sensação bem diferente. Teve a ansiedade da estreia, mas talvez pela ausência de público foi mais tranquilo do que eu imaginei”, relembrou.

Universo digital, moda e esportivo

A atleta obteve reconhecimento fora do âmbito do esporte pelas ações de marketing digital que realiza com a marca Nike e atuação na área da moda. Apesar da negativa para as passarelas na época da adolescência, promove algumas campanhas, mesmo ciente da timidez.

“É uma área que eu gosto. Quando era mais nova tinha muita vergonha. Hoje faço alguns trabalhos e gostaria de conciliar também nesse momento, mas não me vejo trabalhando apenas com isso no futuro. Quem sabe usar a minha imagem também nesse lado da moda, mas não sei se gostaria de viver disso.

A jogadora também pretende usar sua imagem para incentivar outras meninas a começarem no esporte com o boom da participação feminina em Jogos Olímpicos. Tóquio foi à edição em que mais mulheres participaram, segundo Comitê Olímpico Internacional (COI)

“Claro que vou querer continuar usando a minha imagem e toda a minha carreira para poder dar oportunidade a outras meninas. Não penso em ser técnica. Nunca digo nunca, mas não é uma vontade que eu tenha hoje”, analisou.

Agora é que são elas

A Olimpíada de Tóquio foi marcada por muitas manifestações culturais e políticas. O empoderamento feminino e respeito às mulheres vieram à tona no esporte principalmente com as brasileiras cheias de medalhas e histórias. Rosamaria acredita que foi momento esperançoso e pondera que é necessário haver uma série de incentivos.

“Espero que tenha marcado uma virada de chave. Nós vimos empoderamento, visibilidade para as atletas mulheres, mais reconhecimento do nosso trabalho, mas não pode ser apenas nas Olimpíadas “a cereja do bolo”. Para termos mais atletas de destaque precisamos de incentivo ao longo dos anos pré-olímpicos nas categorias de base. Acredito que as Olimpíadas de Tóquio foram uma vitrine e espero bons frutos para este próximo ciclo”, finalizou

A carreira de Rosamaria

Cria das categorias de base do projeto Nova Trento/TIM, a jogadora passou por AD/Brusque-SC, São Cristóvão/São Caetano-SP, Pinheiros, Camponesa/Minas Tênis, Dentil/Praia Clube-MG e desde 2019 atua em solo italiano com passagens pelo Bartoccini Fortinfissi Perugia, VBC Èpiù Casalmaggiore e atualmente veste as cores do Igor Gorgonzola Novara.

Pela Seleção Brasileira, Rosamaria estreou ainda nas categorias de base. E na principal, tem os títulos dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015, Grand Prix e Montreux Volley Masters, e os vice-campeonatos da Copa dos Campeões, em 2017, e Liga das Nações, no ano de 2021.

Inclusive, a dona da camisa 7 já está relacionada para representar novamente o Brasil na disputa do Sul-Americano entre os dias 15 e 20 de setembro em Barrancabermeja, na Colômbia. A campeã e vice garantem vaga no Mundial de 2022, com sede na Polônia e Holanda.

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