Ronaldinho Gaúcho depõe no Paraguai por suposto uso de passaporte adulterado

AFP
Ronaldinho teve seu passaporte brasileiro retirado em novembro de 2018, depois de não pagar uma multa de US $ 2,3 milhões por danos ambientais
Ronaldinho teve seu passaporte brasileiro retirado em novembro de 2018, depois de não pagar uma multa de US $ 2,3 milhões por danos ambientais

O ex-craque Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto Assis prestaram depoimentos nesta quinta-feira perante o Ministério Público do Paraguai pelo suposto uso de passaportes adulterados para entrar no país, que exibiram na quarta-feira quando chegaram a Assunção vindos do Brasil.

Ronaldinho compareceu ao Ministério Público pela manhã, acompanhado pelo advogado paraguaio Adolfo Marín, informou a AFP.

Segundo o comissário Gilberto Fleitas, diretor de investigação da Comissão de Fatos Puníveis da Polícia, Ronaldinho recebeu os passaportes falsos com os quais entrou no Paraguai pelas mãos do empresário brasileiro Wilmondes Sousa Lira, que está detido.

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O promotor de investigação Federico Delfino disse que a falsidade dos documentos foi detectada desde a sua chegada ao aeroporto de Assunção.

"Ao corroborá-lo no sistema e ao consultar agentes de migração, eles evidentemente apresentaram passaportes adulterados no Paraguai", disse Delfino em entrevista coletiva.

"A partir daí, a queixa foi registrada no Ministério Público e, em seguida, foram realizados os trabalhos de busca onde foram encontrados passaportes adulterados e carteiras de identidade falsas", acrescentou.

A Justiça brasileira retirou o passaporte de Ronaldinho no final de 2018, quando aplicou uma multa de 2,5 milhões de dólares, que o ex-jogador nunca pagou.

O astro foi multado por causar poluição nas margens do Lago Guaíba, na zona sul de Porto Alegre, onde construiu um píer e uma plataforma em uma área de preservação ambiental, segundo a imprensa brasileira.

Ronaldinho compareceu à procuradoria para a verificação da documentação que confirmou que se tratam de originais com conteúdo falso. Os números dos passaportes correspondem aos de outras pessoas.

O procedimento que recaiu sobre o ex-jogador do Barcelona e do PSG, entre outros, foi coordenado com a polícia brasileira.

"No decorrer do dia de hoje, veremos que ação tomar", disse Delfino.

O ministro do Interior, Euclides Acevedo, esclareceu que o ex-craque está em liberdade, mas disse que tem contas pendentes na Justiça de seu país.

"Nós, como autoridade, não podemos deixar passar esta irregularidade", afirmou Acevedo.

"Eles estão juridicamente livres, mas o Ministério Público determinará o destino deles", afirmou.

Ronaldinho chegou a Assunção na quarta-feira como filantropo para o lançamento de um projeto de saúde para crianças" e seu livro "Gênio da vida".

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