Roger evita falar sobre pressão após eliminação e vê 'grande competição' do Fluminense na Libertadores

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O Fluminense não resistiu e acabou eliminado nas quartas de final da Libertadores após empate em 1 a 1 com o Barcelona de Guayaquil, no Equador. A queda se soma aos resultados recentes, com quatro rodadas sem vencer no Campeonato Brasileiro e atuações ruins. Após o confronto no Monumental, o técnico Roger Machado negou que tenha preocupação com a pressão externa no cargo.

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- Eu me preocupo internamente em trabalhar, buscar soluções, sabia que seria um jogo importante, o mais importante do ano até esse momento. As pressões externas são inerentes às expectativas de tudo que fizemos na Libertadores até esse momento, em cima da história e do tamanho do clube. Eu não me preocupo com o externo, eu trabalho internamente para levar o campo os atletas na sua melhor forma - afirmou o treinador.

Na avaliação do confronto, Roger elogiou o comportamento da equipe e admitiu decepção com o resultado final. Fred até chegou a empatar o duelo, mas não foi o suficiente para o Flu sair com a vaga na semifinal.

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​- Fizemos dois jogos equilibrados. No primeiro estivemos melhor durante a maior parte do tempo e não conseguimos reverter em vantagem. O empate em casa por dois gols e o saldo qualificado deu a oportunidade de o adversário jogar de uma forma que o fez avançar. Criamos bastante e o suficiente para vencer, esbarramos no goleiro e na precisão em alguns momentos. Mas com dois empates saímos da competição chateados e decepcionados, mas demonstrei orgulho aos atletas no fim porque eles foram até o limite, brigaram e fizeram uma grande competição até as quartas de final - avaliou.

Barcelona de Guayaquil x Fluminense - Roger Machado
Barcelona de Guayaquil x Fluminense - Roger Machado

Roger, durante coletiva do Fluminense (Foto: Mailson Santana/Fluminense FC)

Apesar de ter mais posse de bola, o Fluminense finalizou apenas quatro vezes no gol de Burrai. Uma das melhores oportunidades foi de Paulo Henrique Ganso, que acabou se machucando depois de dar uma perigosa bicicleta. O baixo número de chances foi natural para a fase da competição, de acordo com análise do treinador.

- Nós estamos nas quartas de final, não vão haver inúmeras oportunidades em jogos decisivos como esse. Tivemos duas ou três oportunidades criadas com lucidez, outras com bolas na área, variamos muito. Nós precisávamos de um gol para passar para próxima fase e acho que nós produzimos para isso. Não fomos felizes em efetivar as oportunidades em gols, mas penso que tivemos mais a bola e criamos o suficiente para vencer o adversário - afirmou.

- A superioridade do rival foi por estar jogando dentro de casa e nas suas características, muito agudo pelos lados, com presença de área e nas transições, sobretudo no segundo tempo que tivemos que abrir um pouco mais e expor nossas costas. Não vi uma superioridade tão grande que justificasse sairmos derrotados daqui ou eliminados. Fomos eliminados por um conjunto dos dois jogos - finalizou.

O Flu agora volta as forças para o Campeonato Brasileiro, onde soma quatro derrotas seguidas. Na segunda-feira, enfrenta o Atlético-MG, às 20h, em São Januário. Os mineiros são também os adversários da quinta-feira, quando o Tricolor abre a disputa das quartas de final da Copa do Brasil no Nilton Santos, às 21h30.

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