Roger admite 'sorte de principiante' em vitória do Fluminense e explica opção por 'veteranos' no Fla-Flu

Luiza Sá
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A atuação não foi boa, mas a vitória veio e Roger Machado continua invicto em estreias. Neste domingo, o Fluminense contou com um golaço de Igor Julião já no segundo tempo para vencer o Flamengo por 1 a 0, no Maracanã, e conquistar os primeiros pontos no Campeonato Carioca. Após a partida, o técnico falou sobre a mudança para deslocar o lateral para o meio-campo e admitiu um pouco de sorte, apesar de ressaltar o treinamento feito.

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- A ideia do Igor para dentro é justamente ter a destreza em um campo mais congestionado e aumentar nossa pressão no campo de ataque no terço final. Funcionou bem. Um pouco de sorte de principiante também, tivemos pouco tempo para treinar. A experiência de treinador nos dá visão de que determinado jogador pode funcionar nas posições. Hoje deu certo, tem dia que não vai funcionar - disse o treinador.

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Para esta partida, o treinador teve o retorno de oito jogadores considerados da equipe principal, todos titulares, além de Wellington, que fez a estreia entrando no segundo tempo. Roger admitiu que faltou mais intensidade e a estratégia pensada não deu tão certo, mas exaltou a importância da vitória na terceira rodada da Taça Guanabara.

- Muito embora seja uma equipe com jogadores mais experientes, eles também precisam de maior entrosamento para que consiga render bem. Nós tivemos quatro dias de treinamento para colocar em prática no jogo contra uma equipe mais jovem, é verdade, mas muito bem treinada, com seus mecanismos muito bem estabelecidos. A prova é de que eles conseguiram, inúmeras vezes, quando entraram no nosso campo, nos pressionar mais alto, chegar em jogadas dentro das características de linha de fundo - analisou.

- Mas no futebol sabemos que não existe resultado injusto. Vence aquele que consegue, dentro dos 90 minutos, finalizar as oportunidades que criou. A gente, que finalizou com um belo chute de longa distância do Igor, numa posição que ele também consegue fazer mais à frente. Foi importante vencer na estreia. Jogo tenso também para o treinador que está chegando e fazendo suas observações para que a gente consiga ajustar as questões todas para o andamento do campeonato - completou.

Com os "veteranos" de volta, o treinador optou por manter apenas Frazan, André e Paulo Henrique Ganso da equipe que vinha jogando com Ailton Ferraz, mas tinha no banco à disposição boa parte dos jovens que jogaram contra Resende e Portuguesa. Roger explicou a opção por sacar os garotos e como pretende fazer essa transição.

- A ideia de a gente trazer um time mais experiente não é para deixar de usar os meninos, mas que eles possam, assim como hoje entrar no decorrer da partida, se for o caso, e definir a nosso favor. Essas experiências feitas e a utilização dos jogadores mais jovens vai acontecer. O que eu tenho dito para os meninos é que eles confiem na evolução porque em alguns momentos eles vão estar jogando de início e em outros momentos vão entrar, como foi agora, para que gradativamente se solidifiquem no profissional do clube e possam prestar muitos serviços em favor do clube e conquistar títulos - afirmou.

Com o resultado, o Fluminense consegue a primeira vitória no Campeonato Carioca e deixa a lanterna da competição. O Tricolor agora está na oitava colocação, com três pontos em três jogos. A próxima partida do Flu será contra o Bangu, às 21h05, pela quarta rodada do Estadual. Nesta semana, o elenco principal se reapresenta após ganhar folga com a vaga direta na Libertadores.

- A gente vem conversando bastante a respeito disso (se vão jogar na próxima rodada). Quarta-feira os jogadores se reapresentam. Houve uma programação distinta que eu ainda não tinha participado, que era ter que esperar uma decisão de Copa do Brasil para trazer os jogadores na iminência de que talvez tivesse que jogar a Pré-Libertadores. Trouxe os jogadores, eles trabalharam quatro ou cinco dias e novamente houve o recesso de mais 10. Na reapresentação a gente vai se deparar com as reais condições desse retorno. Dez dias pode ser pouco, mas era importante para que os atletas esvaziassem tudo, principalmente do ponto de vista emocional e físico. Isso a gente vai debater ainda. É certo que na reapresentação a gente avalia - finalizou.