Rogério Ceni cita "vitória simbólica" do Flamengo e defende Gerson em caso de racismo: 'Nível muito baixo'

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Após a vitória do Flamengo por 4 a 3 sobre o Bahia, neste domingo, Rogério Ceni concedeu entrevista coletiva no Maracanã e celebrou os três pontos conquistados mesmo com tantas adversidades. Para o treinador, o triunfo de virada e com um jogador a menos pode se tornar um símbolo da campanha do clube no Campeonato Brasileiro.

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- É incrível que o jogo tem 90 minutos e nós jogamos mais de 90 minutos com um jogador a menos. Foi um jogo histórico. Você faz um gol com um a menos, tá ganhando de 2 a 0 e toma a virada de 3 a 2. O time teve força mental e as substituições também trouxeram a vitória para o Flamengo e o mantiveram vivo no Campeonato Brasileiro. É uma vitória extremante simbólica da maneira que aconteceu. Tem um valor para a gente.

Outro tema tratado na coletiva foi a injúria racial sofrida por Gerson durante a partida deste domingo. Em entrevista após o jogo, o meia relatou que Índio Ramirez, do Bahia, havia o chamado de "negro". Sobre o assunto, Rogério Ceni defendeu o atleta rubro-negro e fez críticas ao ocorrido.

- Conversei com o Gerson, ouvi da parte dele sobre o que o Ramírez falou. É lamentável. O Brasil é um país que recebe e acolhe muito bem as pessoas, o sul-americano no futebol. Pelo que o Gerson relatou, ele falar "cala a boca, negro", é pesado demais para alguém que foi bem recebido no mercado de trabalho no Brasil. O racismo não está só nisso. É lamentável o que aconteceu. O futebol é entretenimento, o Flamengo tem uma torcida gigantesca, e o respeito vai além. Atacar um ser humano como o Gerson relatou é de um nível muito baixo.

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O técnico também comentou sobre a expulsão precoce de Gabriel Barbosa. O atacante foi expulso após supostamente xingar o árbitro logo aos nove minutos de jogo. Rogério Ceni confessou não ter visto o momento ao vivo, mas disse não ter entendido a decisão de Flavio Rodrigues de Souza.

- Honestamente, não vi nada. Vi o Gabriel no chão e o árbitro puxando o cartão. No intervalo, precisei falar com o time sobre o que devíamos fazer. Vou conversar com ele na terça-feira, mas ele me disse: "Eu não xinguei o árbitro". Acho muito estranha a expulsão do Gabriel, sentado no chão do campo de jogo. Pode ser por ter perdido a bola, mas ter a certeza de que foi direcionado para ele? Aos nove minutos? Mas acho que você joga uma pressão trazer um árbitro de São Paulo sendo que seu principal concorrente é um time paulista. Não seria um bom senso colocar um árbitro de outro estado, um bom árbitro? São coisas que devem ser pensadas.