Rodrigo não vê rival como quarta força e pede cautela com Cueva

Após a vitória do Corinthians por 1 a 0 sobre o Botafogo-SP, pelas quartas de final do Campeonato Paulista, o técnico Fábio Carille ironizou a imprensa que, segundo ele, teria tratado sua equipe como quarta força antes do Estadual começar. “Já estamos entre os quatro”, disse, na ocasião.

Um dos líderes do São Paulo, o zagueiro Rodrigo Caio não entrou na onda de medir forças e considerou que os quatro semifinalistas estão equiparados, com uma pequena vantagem para o Palmeiras, que encara a Ponte Preta por uma vaga na decisão.

“Todo mundo está no mesmo nível dos quatro da semifinal. Só os jogos vão poder dizer se o Corinthians é melhor ou pior. Acredito que o Palmeiras tem um elenco muito qualificado, com jogadores que entram e saem com as mesmas qualidades, e isso faz com que a equipe não sinta desfalques de alguns jogadores. Mas os quatro da semifinal estão no mesmo nível e têm chances de ser campeão”, avaliou o camisa 3.

Dono da segunda e terceira melhores campanhas do torneio, respectivamente, Corinthians e São Paulo fazem o primeiro jogo semifinal neste domingo, a partir das 19 horas (de Brasília), no Morumbi. Diante de um confronto que promete ser equilibrado, Rodrigo Caio alerta para os detalhes.

“(Vai vencer) Quem aproveitar as melhores chances. Futebol é bola na rede. Esperamos estar numa noite feliz, aproveitar as oportunidades e vencer o jogo”, analisou, prevendo uma postura agressiva do Tricolor no Majestoso. “Não vamos mudar nosso estilo de jogo, que é de criar muitas chances e fazer gols”, assegurou.

A presença de Cueva pode ser um dos trunfos do Tricolor diante de seu grande rival. O peruano treinou normalmente na última sexta e criou expectativa na torcida em relação à sua aparição no time titular. Rodrigo Caio, porém, pede cautela.

“Fisicamente ele não vai estar 100%, isso é claro. Uma lesão muscular difícil de se recuperar, mas ficamos felizes que ele esteja bem. Tem que voltar 100% para que ele não tenha uma nova lesão, então tem que ter calma”, analisou.

Autor de sete gols e três assistências no ano, o camisa 10 se recuperou de um estiramento na coxa esquerda, sofrido em 28 de março durante a partida entre Peru e Uruguai, pelas Eliminatórias. Sua última aparição com a camisa tricolor foi há quase um mês, no dia 18, no empate por 1 a 1 com o Ituano.

Desde então, ele perdeu sete partidas, período em que o São Paulo contabilizou três vitórias, três empates e uma derrota. “Ele é um excelente jogador, sentimos muita falta dele, que é o nosso camisa 10. Acho que em qualquer equipe o camisa 10 faz muita falta. Mas ficamos vários jogos sem perder, e um jogo que perde falam que a gente depende do Cueva. Não acredito nisso, temos jogadores para substituí-lo”, concluiu.