Maia defende retorno da CPMI das Fake News: 'não é contra o governo, já que é a favor da democracia'

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Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images
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Rodrigo Maia (DEM-RJ) defendeu o retorno do funcionamento da CPMI das Fake News. Segundo o presidente da Câmara, ter uma lei específica para o tema não é contra o governo de Jair Bolsonaro (sem partido), já que é algo que é de interesse fundamental em qualquer democracia.

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"Esse tema da fake news é um tema que tem atingido a nossa democracia. Passou a ser um problema no Brasil e no mundo. Hoje há financiamento de robôs e viralização do ódio. É também um caminho de tentativa de gerar críticas e rejeição ao parlamento e ao Supremo [Tribunal Federal]. Isso não é contra o governo, isso é a favor do governo porque é a favor da democracia.

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Nessa quarta-feira (03), um relatório apontou que a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) usou dinheiro público para financiar anúncios em sites que veiculam conteúdo inadequado, alguns com notícias falsas. Questionado, Maia defendeu o retorno do funcionamento da CPMI.

“A CPMI precisa voltar a funcionar [foi interrompida pela pandemia]. Esse tema das fake news é muito sério. Tem que ter um basta com esse tema, com um texto que respeite a liberdade de imprensa, mas também que possa chegar naqueles que estão financiando o ataque às instituições e a imagem das pessoas".

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O parlamentar não quis comentar uma possível aproximação de membros do governo Bolsonaro com uma suposta indústria de notícias falsas, tema de inquérito que tramita no Superior Tribunal Federal (STF).

"A investigação está sendo feita pela CPMI. Chegando a um resultado, vai se encaminhar ao Ministério Público, que tomará as atitudes corretas em relação a essa distorção ou ao desvio de finalidade de dinheiro público. Precisamos aguardar a investigação”, afirmou Maia.

Veto de Bolsonaro

O Fundo de Reservas Monetárias foi extinto e teve R$ 8,6 bilhões de saldo remanescente. Parlamentares aprovaram que o valor fosse repassado para estados e municípios para o combate ao coronavírus. No entanto, nesta quarta, Bolsonaro vetou a medida.

“A informação que eu tinha é que tinha ocorrido um acordo. De fato, surpreendeu, ao menos aos deputados que me encaminharam mensagens, o veto do governo. É o direito do presidente, cabe ao parlamento decidir pela manutenção ou pela derrubada do veto", avaliou Maia.

Apesar da falta de sintonia no tema, Maia pediu diálogo entre os poderes para seguir auxiliando os estados e municípios durante a pandemia.

"Nós vimos agora o resultado ruim da indústria, a arrecadação dos estados caindo muito. Alguns estados já entraram nessa crise com herança de crises anteriores. Eu acho que o diálogo é que deve permear essa relação para continuarmos ajudando estados e municípios.

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