Rodada ajuda o Santos e mostra diferenças de Eduardo e Ceni

Lucas Pastore

Neste domingo, o Santos venceu o São Bernardo por 4 a 1, pela oitava rodada do Campeonato Paulista, e entrou de vez na briga por uma vaga nas quartas de final da competição. Mesmo poupando seus titulares, o Peixe triunfou e chegou aos 13 pontos, superando o Mirassol e assumindo a vice-liderança do seu grupo. A Ponte Preta, que está na ponta, tem 15.

A aposta de Dorival Júnior nos reservas, que teve motivações fisiológicas de acordo com o treinador, rendeu frutos. Bruno Henrique fez três gols e se fortaleceu como alternativa aos titulares Vitor Bueno e Copete. Leandro Donizete e Rafael Longuine também foram bem, algo fundamental para que o elenco ganhe profundidade.

A situação do Santos estaria mais difícil se a Macaca tivesse vencido o Corinthians. Também nesse domingo, a equipe de Campinas saiu na frente, mas o Timão arrancou o empate no Moisés Lucarelli aos 31 do segundo tempo com gol de Léo Santos. O zagueiro entrou 11 minutos antes no lugar do lesionado Balbuena e, além dele, o Alvinegro usou os produtos de sua base Léo Príncipe, Pedro Henrique, Guilherme Arana, Maycon, Léo Jabá e Jô.

Agora, o Peixe seca o Mirassol, que recebe o Ituano nesta segunda-feira, às 20h, no encerramento da rodada.

O fim de semana também foi de clássico. No sábado, o Palmeiras venceu o São Paulo por 3 a 0, em Choque-Rei disputado no Allianz Parque, na melhor atuação do Verdão desde que Eduardo Baptista assumiu o comando do time. Com Dudu de volta à ponta-esquerda, o técnico utilizou por dentro Guerra e Tchê Tchê – enfim recuperado de lesão –, e a dupla fez grande trabalho combatendo os volantes adversários e travando a saída de bola do Tricolor.

Quarta-feira, antes da vitória por 3 a 1 sobre o ABC, pela Copa do Brasil, Ceni foi questionado sobre a interferência do adversário em sua escalação e disse que sempre pensa mais no futebol do seu time, independentemente da qualidade e das características do oponente. Isso ficou evidente contra o Palmeiras. Sem poder contar com Cueva, o ex-goleiro tinha entre suas opções dois jogadores que ainda não jogaram 90 minutos na temporada: Jucilei e Wellington Nem. Assim, escalou sua equipe de uma maneira que o permitisse trocar o primeiro pelo segundo no intervalo, como explicado na coletiva pós-jogo.

Thiago Mendes até funcionou como alternativa para Cueva, mas João Schmidt não soube desempenhar a função do camisa 23. Quando Wellington Nem entrou e os dois voltaram para suas posições originais, o Palmeiras já vencia por 1 a 0.

O Choque-Rei mostra vantagens e desvantagens das maneiras de pensar dos treinadores. Eduardo planejou seu jogo em cima das características do adversário e saiu em vantagem no sábado, mas está mais atrasado na criação de uma identidade para seu time. Rogério, por outro lado, pensa única e exclusivamente na sua equipe e já tem uma clara filosofia implantada, mas pode sofrer contra oponentes que trabalhem para combatê-la.













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