Rodízio no retorno pode esquentar briga no meio-campo do Corinthians

Alexandre Guariglia
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Ainda não há uma data certa para o retorno das competições no Brasil, mesmo assim já é possível projetar alguns aspectos que darão forma ao futebol na volta às atividades. Um deles é o calendário apertado, algo que deve fazer com os times tenham que usar seus elencos. No Corinthians, esse rodízio deve esquentar uma saudável briga no setor de meio-campo, na posição de volante.

Atualmente, o Timão conta com seis atletas com características de meio-campista e/ou volante. São eles: Camacho, Cantillo, Ramiro, Gabriel, Richard e Ederson. Apesar de Tiago Nunes já ter mostrado suas preferências desde o início da temporada, um provável aproveitamento de todo o elenco para enfrentar a maratona quando o futebol voltar, pode modificar esse cenário.

De todos os nomes dessa lista, o único que ainda não iniciou uma partida como titular foi Ederson, que chegou do Cruzeiro, já com a temporada em andamento. Enquanto isso, Camacho e Cantillo parecem formar a dupla ideal na cabeça do treinador corintiano. Cada um foi titular em 11 dos 14 jogos da equipe em 2020. Juntos, atuaram em nove duelos até aqui.



Ramiro é outro que parecia ter a titularidade garantida com Tiago Nunes, atuando um pouco mais avançado no corredor direito, porém uma lesão contra a Ponte Preta, na terceira rodada do Paulistão, o deixou afastado por um longo período. O camisa 28 fez cinco jogos como titular e, após sua lesão no joelho, o comandante passou a usar jogadores de ataque em sua vaga. Sem o versátil meio-campista, a equipe caiu bastante de produção nos meses seguintes.

Richard, que voltou de empréstimo do Vasco e foi reintegrado ao elenco nesta temporada, parece ser o substituto automático de Cantillo. Nas três partidas em que foi titular em 2020, o meio-campista supriu a ausência do colombiano, que ainda não havia aparecido no BID para estrear pelo Timão em duas delas. Na outra, contra a Ponte Preta, ficou no banco por opção do treinador.

Gabriel, por sua vez, brigava por vaga com Ralf, como um primeiro volante autêntico, mais focado na marcação. Vale lembrar que Tiago Nunes optou por colocar o Ralf entre os dispensáveis, pois o estilo de jogo do atleta não se encaixa com aquele que iria aplicar no Corinthians. O camisa 5 permaneceu, já foi titular em três partidas e acredita que a briga por posição será forte.

- Os campeonatos que vierem pela frente, até por tudo o que vem acontecendo no ano, que nós sabemos que vai ter uma disputa ainda maior de posição, mas também que todos vão ter uma oportunidade de jogar. É lógico que eu e Ralf travamos grandes batalhas de titularidade, de brigar por posição. Isso foi muito bom para mim, foi uma coisa muito sadia que acredito que eu e ele crescemos bastante. Quem está ali no meio-campo do Corinthians vai ter essa competição, porque se eu estiver jogando ou não, nós vamos procurar elevar o nível do companheiro em prol de o Corinthians vencer. Então a cabeça é essa, a minha mentalidade é essa e eu vou brigar para poder jogar, porque como eu disse, sou um jogador que quero estar em campo - disse Gabriel ao Fox Sports.

Com tantas incertezas acerca da volta do futebol brasileiro, essas mudanças nos cenários dos elencos têm um espaço grande entre as expectativas para o restante da temporada. O Corinthians, que teve um início de ano ruim, aposta em um recomeço diferente daquele que o eliminou da Libertadores e o deixou em situação crítica no Paulistão. A disputa entre os jogadores será um trunfo.








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