Robinho: "Não me comportei bem no Real Madrid"

Em 2005, o Real Madrid gastou uma grande quantia para contratar o “próximo melhor mundo”. Mas a realidade veio três temporadas depois e nada saiu com o planejado. Essa foi a resumida trajetória do Robinho no gigante espanhol. E entrevista ao jornal El Español, o jogador admitiu que parte do fracasso se deve a ele mesmo.

Hoje no Atlético-MG, não é possível dizer que o atacante foi um fracasso, já que venceu dois campeonatos espanhóis em Madrid e passou grandes clubes como Milan e Manchester City, além de ter sido importante em algumas fases da Seleção Brasileira, tendo disputado duas Copa do Mundo. Mas é fato que não chegou onde todos esperavam no início da carreira no Santos.

Confira algumas das princpais partes da entrevista à publicação espanhola.

O contato com Pelé, no Santos
“Ele me pedia para ser humilde, respeitar os colegas, trabalhar com orgulho. Em campo, dizia para jogar com no máximo um ou dois toques, mas perto da área ou dentro dela era pra fazer o que queríamos: drible, bicicletas, tudo.”

Qual foi o melhor jogador que encontrou no Real Madrid?
“Essa pergunta é muito difícil. Tive a alegria e a felicidade de jogar com grandes companheiros, como Zidane, Ronaldo, Guti. Jogadores tecnicamente espetaculares. Se tivesse que escolher, prefiro Zidane e Ronaldo. Foi um momento maravilhoso da minha carreira.”

Chegada marcante
“Eu adoraria ver Florentino Pérez, abraçá-lo e agradecê-lo por todas as boas coisas que ele fez por mim. Por todo o amor que me deu. Gostaria de vê-lo novamente. Real Madrid me deu muitas coisas boas.”

Robinho - Real Madrid


(Foto: Getty Images)

Início difícil
“Foi muito complicado para mim. Ele era muito jovem, muito explosivo. Hoje tenho outra cabeça, outra mentalidade. Eu não tinha um bom comportamento lá.”

Encontro com Messi
“Naqueles anos, também estava aparecendo Messi, e chegaram a nos comparar. Só que testemunhei o nascimento de uma estrela e foi mágico. Messi é um grande jogador, fantástico.”

O desafio da Libertadores 2017
“É um torneio muito difícil, com times perigosos. Mas acho que os rivais argentinos são os mais difíceis. Sempre muito forte para alcançar as quartas de final e as semifinais.”

Volta à Seleção Brasileira e disputar a Copa do Mundo 2018
“Eu acho que uma Copa do Mundo é uma competição especial, e eu não tive a chance de ser campeão do mundo. Vou dar a vida para jogar outra Copa do Mundo, eu acho que pode ser a última. Sempre jogo com orgulho pela Seleção Brasileira.”

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