'Roberto Dinamite foi um irmão, um grande parceiro', diz Eloi, seu ex-colega de Vasco e Campo Grande

Eloi (agachado e de cabelo loiro e bigode, ao lado de Dinamite): 'Perdi um amigo e confidente' (Arquivo/Vasco)


A comoção em torno da morte de Roberto Dinamite aos 68 anos, ficou latente entre quem jogou com o maior ídolo do Vasco. Colega do atacante tanto em São Januário quanto no Campo Grande, Eloi não escondeu elogios ao craque.

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- O cara era um irmão, um parceiro. Jogava com inteligência e a gente se entendia muito bem em campo. Lembro de alguns momentos nos quais combinava jogadas comigo. Num jogo com o Flamengo, ele falou pra mim: "Eloi, vai para o segundo pau e eu fico aqui no primeiro. Todo mundo vai ficar atento em mim". Não deu outra, consegui marcar - recordou, ao LANCE!.

O ex-meia detalhou como a dupla se reencontrou para vestir a camisa do Campo Grande em um Carioca.

- Eu tinha ficado muito amigo do presidente do Campo Grande na época e ele ao encontrar comigo sempre dizia "meu sonho é levar o Roberto para jogar lá". Algum tempo depois, eu recebi uma proposta para jogar no Campusca. Tinha vindo de uma passagem em Portugal, joguei por alguns meses no Fluminense e aceitei disputar um Carioca. E o presidente dizia: "agora só faltava ter o Roberto com você". Aí eu falei: "você quer mesmo o Roberto ainda? Deixa comigo". Liguei para o Dinamite, deixei um recado na secretária eletrônica e, depois, quando voltei, tinha o retorno dele. Foi ótimo jogarmos juntos, fomos bem no campeonato - afirmou.

Eloi destacou a amizade que estabeleceu com Dinamite.

- Uma pessoa muito boa. Nossas esposas ficaram amigas também. Foi um cara muito profissional, jamais falou mal de clube nenhum, não teve ciúme de nenhum jogador... E pouca gente sabe, mas era um cara muito tímido - e acrescentou:

- Estou com o coração partido. Perdi um irmão, um confidente - completou.

Roberto Dinamite descobriu que estava com um câncer no intestino no fim de 2021. Desde então, o ídolo do Vasco lutava contra a doença.

Além do Cruz-Maltino, o craque ainda teve passagens pelo Barcelona (ESP) e defendeu a Portuguesa e o Campo Grande. Atuou também pela Seleção Brasileira na Copa de 1978 e esteve no grupo de convocados de 1982. Fora dos gramados, foi eleito vereador em 1992 e posteriormente teve cinco mandatos como deputado estadual.