Roberta Rodrigues lamenta morte de João Pedro: "A escravidão não acabou"

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Foto: Reprodução/Globo
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Atriz que cresceu no Vidigal, Roberta Rodrigues participou do ‘Encontro’ desta quarta-feira (20) para falar como se sentiu após a morte de João Pedro. Revoltada com a atuação da polícia, Roberta lembrou de outros amigos que morreram baleados e afirmou que os políticos não estão do lado do povo.

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“É pela política que a gente consegue criar leis, só que a nossa política não está do nosso lado, a nossa política nem existe. Eu fico me perguntando todos os dias o que será que vai acontecer. Anteontem teve um tiroteio no Vidigal. E a minha mãe, meu irmão, meus sobrinhos, nossos alunos e meus amigos moram no Vidigal. Falo também pela Rocinha, Cruzada, Complexo do Alemão”, disparou a artista.

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Ainda segundo ela, 99% das pessoas que moram na comunidade são pessoas do bem e deveriam ter acesso à escolas e projetos sociais. “Não aguento mais isso, faço tudo que posso. É muito triste dizer que eu tive que sair do Vidigal para viver de uma forma mais digna. Isso não tinha que existir porque é o lugar que eu amo. Quero muito ter esperança, quero políticos que pensem que o melhor da vida é o ser humano”, continuou.

Roberta garantiu que a polícia deveria invadir os condomínios onde o tráfico é financiado com a mesma vontade que invade a comunidade. Ela também falou sobre racismo e emocionou o público ao dizer que a escravidão não acabou.

“Não adianta ficar nas redes sociais defendendo algo que você não pratica. Isso é uma coisa que me incomoda muito nos dias de hoje. O que você cobra nas redes sociais você tem que praticar. Não adianta falar que é contra o racismo e maltratar a doméstica, tratar mal a menina que trabalha na loja. Para o povo preto sobreviver a gente tem que ter leis.


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