Robôs foram usados para manipular redes sociais a favor da Superliga Europeia, diz estudo

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Logos da Uefa e da Superliga Europeia em foto de ilustração

(Reuters) - Centenas de robôs e milhares de contas falsas de "fazendas de trolls" tentaram manipular debates nas redes sociais a favor da Superliga Europeia depois que o projeto foi anunciado em abril, de acordo com um estudo de uma consultoria digital da Espanha.

O estudo da Pandemia Digital, publicado primeiramente pelo veículo de notícias espanhol El Confidencial, disse que várias contas falsas de Twitter amplificaram conteúdos favoráveis à Superliga e contrários à Uefa, entidade que governa o futebol europeu, nas 72 horas posteriores ao anúncio do projeto.

Doze clubes se filiaram à liga dissidente, mas o projeto desmoronou quando todos os seis times ingleses, mais a Inter de Milão, o Milan e o Atlético de Madri recuaram, deixando Juventus, Barcelona e Real Madrid como seus únicos membros remanescentes.

Ao contrário da Liga dos Campeões, na qual os times têm que se classificar através de suas ligas domésticas, os clubes fundadores da Superliga garantiam a si mesmos uma vaga permanente na competição.

O estudo apontou que mais de 2 milhões de tuítes sobre a Superliga foram publicados de 272 mil contas naquelas 72 horas, a maioria contra a liga dissidente.

Mas as contas falsas de redes sociais publicaram mais de 10 tuítes por segundo, a maioria delas localizadas na Espanha e em países árabes, disse o estudo.

O levantamento apontou ainda que 3.600 tuítes foram publicados em algumas horas exatamente com a mesma frase: "A Superliga é uma boa ideia e revolucionará o futebol".

(Por Fernando Kallas)

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