Rival, Magrão lembra quase acerto com o Timão: “Estava no aeroporto”

Adversário do Corinthians nesta quinta-feira, às 17h (de Brasília), no estádio de Itaquera, o zagueiro e capitão do Red Bull, Willian Magrão, já esteve muito perto de ser jogador do Corinthians. Em 2011, o jogador já tinha o cartão de embarque do voo de Porto Alegre a São Paulo em suas mãos quando foi avisado que o acerto prévio com o Alvinegro não havia sido concretizado.

“Eu recebi uma ligação do meu empresário. Ele me perguntou onde que eu estava, eu falei: ‘Estou no aeroporto, ué’. Ele falou para eu sair de lá e ir para o escritório dele que o negócio tinha dado errado”, contou Magrão, em entrevista à Gazeta Esportiva, explicando brevemente o caso que rendeu a saída do ex-zagueiro William do cargo então recém-assumido de gerente de futebol do clube.

“Conhecia o William do Grêmio e teve a oportunidade de acontecer o negócio. Tivemos várias reuniões, eu estava no aeroporto para viajar para São Paulo para fazer os exames. Mas aí meu empresário falou que o negócio não ia acontecer, que alguns dirigentes e conselheiros vetaram. Pelo que conversei com o William depois, foi por isso que ele saiu mesmo”, continuou o jogador, aparentando ter superado o assunto.

“Agi com naturalidade, são coisas do futebol e continuei porque não adiantava ficar lamentando”, afirmou, admitindo, porém, que não passou mais por algo semelhante ao ocorrido nas negociações com o clube do Parque São Jorge. “Não, não, foi a única. Nós vemos vários jogadores comentarem que isso pode acontecer, mas, assim, comigo, foi só uma vez”, contou.

Além dessa passagem, Willian Magrão ainda tem no seu currículo uma passagem importante frente ao Timão: em 2012, pela Ponte Preta, abriu o placar nas quartas de final do Campeonato Paulista, vencidas em jogo único pela Macaca com um 3 a 2 em pleno Pacaembu. A falha de Júlio César no seu gol, por sinal, abriu espaço para a entrada de Cássio na meta da equipe contra o Emelec, pela Libertadores, no jogo seguinte, iniciando a dinastia do camisa 12 no clube.

“É verdade, né? Foi algo marcante na minha carreira. Lembro, lembro, nós fomos lá com o Corinthians favorito, jogando no Pacaembu, conseguimos fazer um resultado que ninguém esperava. Assim, nós tínhamos jogadores de qualidade e a gente achava que era possível, mas o pessoal de fora não acreditava muito na nossa força”, relembrou o jogador, confiante na possibilidade de repetir o feito nesta quinta-feira.

“Mais uma vitória eu acho que não corremos mais risco de rebaixamento. E, ao mesmo tempo, nós alcançamos o Linense. Nosso objetivo é repetir aquela campanha do ano passado quando chegamos nas quartas de final”, observou, sem ver o atual elenco corintiano tão abaixo daqueles construídos nos últimos anos.

“Eu acho que não é abaixo porque tem jogadores de muita qualidade, se não tivesse não estariam no Corinthians. Tem que dar tempo para jogadores se conhecerem mais e colocar cada um o seu nível dentro de campo. São jogadores de muita qualidade, na minha avaliação. Até mesmo na época do Tite teve que ter um tempo para montar e deu certo depois”, concluiu Magrão.