Rival da seleção hoje, Arce se sente em casa em território brasileiro

Técnico do Paraguai está em São Paulo desde ontem, para enfrentar o Brasil (André Brant/Gazeta Press)

Lá se vão 15 anos da saída de Arce do Brasil, mas o técnico da seleção do Paraguai segue extremamente ligado ao país. E a passagem de seu país por São Paulo, para o confronto com a seleção brasileira, a partir das 21h45 desta terça, está permitindo ao ex-lateral-direito de Palmeiras e Grêmio matar a saudade de uma série de pessoas, coisas e situações.

Arce, por exemplo, tem dois compadres em território brasileiro: Alex, meia e parceiro nos tempos de Palmeiras, e Fábio Barrozo, que era até o ano passado gerente das categorias de base do Corinthians. Um dos filhos do paraguaio, inclusive, nasceu no Brasil e ganhou o nome de Alex em homenagem ao amigo.

O grande professor de Arce no futebol também é brasileiro: Felipão. Toda vez que se refere ao gaúcho que lhe deu a chance de trocar o Cerro Porteño pelo Grêmio em 1995, o paraguaio faz com a maior reverência possível. Em 1998, o treinador ainda levou Arce para o Palmeiras – juntos, eles foram campeões da Libertadores em 1999.

Desde 2002, quando deixou o Brasil, e se mandou para o Gamba Osaka, do Japão, Arce levou consigo vários costumes que aprendeu por aqui. Um deles é o churrasco gaúcho, que ele faz quase que semanalmente em sua casa, na cidade de Assunção, no Paraguai.

Na passagem por São Paulo, Arce viveu no bairro de Perdizes, de onde guarda excelentes recordações de lojas e restaurantes. Tanto que encomendou a um amigo, assim que desembarcou em São Paulo, coisas que tinha o hábito de consumir e usar enquanto defendia o Verdão, de 1998 a 2002.

Arce recebe o compadre Fábio Barrozo no hotel da seleção paraguaia em São Paulo

“O Arce é um cara extremamente bacana. Tanto que hoje, se você me perguntar para quem vou torcer, responderei que será pelo Paraguai. Considero o Arce como um membro da minha família”, conta Barrozo, que tem o paraguaio como seu padrinho de casamento. “Ele veio para o Brasil só por causa da celebração. E no dia seguinte, já estava voltando para o Paraguai”, relembra Barrozo, que conheceu Arce enquanto jogava futsal no Palmeiras. “Nós dois estávamos em recuperação de contusão.”

Aposentado desde 2006, Arce se tornou treinador três anos mais tarde. Desde então, já dirigiu Rubiu Ñu, Cerro Porteño, Olimpia, Guarani e a seleção do Paraguai, pela segunda vez, a partir da metade do ano passado.

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