Antes de pegar o Botafogo, Flamengo tem zaga inconstante e bastidores agitados após Jesus; LANCE! analisa

Willian Arão, do Flamengo, tem passagem pelo Botafogo (Foto: Marcelo Cortes / Flamengo)


Bons resultados, desempenhos nem tanto. Essa frase pode resumir o Flamengo de Paulo Sousa. O Rubro-Negro, próximo rival do Botafogo, vive dias agitados dentro e fora de campo. As equipes se enfrentam às 11h deste domingo, em Brasília, pela 5ª rodada do Brasileirão.

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Os bastidores do Flamengo foram agitados nos últimos dias após uma declaração de Jorge Jesus, técnico da equipe em 2019 e 2020, afirmando que deu um prazo para retornar ao clube. Em campo, o desempenho com Paulo Sousa também não é lá de encher os olhos. Quem conta é Lazlo Dalfovo, setorista do Flamengo no LANCE!.

– O Flamengo chega para o clássico depois de resultados positivos pelas circunstâncias, mas rendimentos ruins. Além disso, as bombásticas declarações de Jorge Jesus, sobre a vontade de retornar e cornetas ao time de Paulo Sousa, acentuaram os holofotes em cima do atual técnico, que se vê pressionado justamente por não ver o time engrenar sob o seu comando. Após o último jogo, o empate com o Talleres, o Mister disse que tem faltado competitividade e reconheceu a baixa intensidade da equipe, prejudicada por diversos problemas de lesão. Há pressão externa e interna, e a maré não é das melhores - afirmou o jornalista.

EM CAMPO

A defesa é a dor de cabeça do Flamengo. A equipe levou pelo menos um gol em oito dos últimos dez jogos. O treinador Paulo Sousa ainda não achou a formação ideal e faz constantes mudanças no setor - que novamente deve passar por uma mexida.

– A zaga do Flamengo está longe de passar confiança. Pablo deve ser ausência, e há a possibilidade de Paulo Sousa voltar a escalar Willian Arão, que fez um gol contra no jogo passado e não foi bem, no setor. Sem conseguir repetir uma formação no sistema defensivo, um instável Fla levou gol nos últimos quatro jogos, sendo o lado direito, com Isla mal na recomposição, o mais vulnerável - analisou.

A parte individual, principalmente no que diz respeito ao setor ofensivo, é o que mantém o português com moral. O ataque do Flamengo é de arrancar elogios. Se a defesa vai mal, o terço final não deixa suspiros: são 48 gols marcados em 25 jogos em 2022.

– Em relação aos pontos fortes, o entrosamento do quarteto formado por Everton Ribeiro, Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol segue como a principal arma do Fla, sobretudo agora que os criativos meias têm atuado lado a lado e dividido as atenções dos marcadores. O poder de decisão de Bruno Henrique, Arrascaeta e Gabi, principalmente, pode fazer a diferença a qualquer momento - e independente do rendimento do time, que visa propor jogo, mas nem sempre consegue ser impetuoso com o Mister. Pedro também merece cuidado redobrado, porém o centroavante pode desfalcar o time por conta de dores musculares - completou.

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As principais armas do Rubro-Negro são caras já conhecidas pelo Botafogo, principalmente no que diz respeito ao desempenho em clássicos.

– Gabigol, com 14 gols na temporada, é quem mais deve causar receio aos rivais. Conhecido como Rei dos Clássicos e recuperando a melhor forma, Bruno Henrique é outro que tem estofo para entrar no jogo como protagonista e fazer jus ao status. Os imponentes desarmes de João Gomes também merecem uma atenção extra do meio alvinegro, já que o Fla tem chegado com certa frequência ao gol adversário depois de botes certeiros da joia - colocou.

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