Rivais da Xiaomi entregaram 'dossiê' ao governo de SP antes de apreensões na Black Friday

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Celulares da Xiaomi apreendidos pela Secretaria da Fazenda de SP. Foto: Sefaz-SP
Celulares da Xiaomi apreendidos pela Secretaria da Fazenda de SP. Foto: Sefaz-SP

A Secretaria Estadual da Fazenda e Planejamento de São Paulo (Sefaz-SP) revelou detalhes da operação que apreendeu 30 mil produtos da Xiaomi na Black Friday da última sexta-feira (29). Os dispositivos seriam vendidos pela internet sem recolher impostos.

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Segundo Vitor Manuel dos Santos Alves Junior, subcoordenador da Sefaz-SP, empresas de tecnologia rivais da Xiaomi entregaram um dossiê sobre a empresa chinesa ao órgão antes da operação. “Existe uma reclamação formalizada das concorrentes”, disse ele, em entrevista ao Uol.

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“Foram reclamações de todas as outras fabricantes. Em uma reunião na Fazenda elas fizeram a reclamação e passaram um dossiê, mas sem nenhuma informação nova para nós, que já estávamos investigando.”

O Sefaz-SP, porém, não revela os nomes das empresas que fizeram o dossiê. De acordo com um levantamento da Counterpoint Research, Samsung, Motorola e LG são as empresas que mais vendem celulares no varejo formal brasileiro, segundo dados do segundo trimestre de 2019.

Ainda de acordo com o órgão, a investigação que terminou com a apreensão dos produtos da Xiaomi durou quatro meses. Os dispositivos vinham do Paraguai sem documentação e eram revendidos por empresas de fachada na internet.

A investigação começou quando o Sefaz-SP percebeu discrepâncias entre notas fiscais eletrônicas emitidas pelas vendedoras de produtos da Xiaomi e as respectivas declarações de importação. Para atender às exigências de marketplaces como Mercado Livre e outros, essas empresas criavam “laranjas” para continuar vendendo o estoque de celulares.

Um dos alvos da operação foi a representante oficial da Xiaomi no Brasil, segundo a Sefaz-SP, sem citar o nome. A DL Eletrônicos, porém, é a distribuidora formal de celulares da marca chinesa no país, responsável até pelas duas lojas físicas da marca em São Paulo, onde já foram encontrados produtos à venda sem homologação. O logo da DL aparece em fotos dos produtos apreendidos. A empresa, porém, não quis comentar.

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