Coronavírus: "Pessoas estão relaxando no momento errado", diz especialista sobre aumento de circulação no RJ

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Foto: Bruna Prado/Getty Images
Foto: Bruna Prado/Getty Images

O isolamento social motivado pela pandemia do novo coronavírus e adotado em todo o Estado não impediu que milhares de pessoas fossem às ruas neste domingo de Dia das Mães. Apesar do pedido das autoridades para que todos permaneçam em casa, o carioca deu um jeito de sair e, de máscaras, frequentou feiras, mercados, fez exercícios ao ar livre e até comemorações pela data.

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Segundo dados do Centro de Operações Rio, cerca de 10.530 mil pessoas se movimentaram pelos bairros monitorados. Números que comparados aos dois últimos domingos cresceu bastante. Pois no dia 3 de maio foram 6.240 mil e 26 de abril 7.550 mil pessoas andaram pelas ruas do Rio.

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Para Roberto Medronho, professor titular de epidemiologia da UFRJ, o aumento de circulação nas ruas foi principalmente pela data comemorativa do Dia das Mães e algumas campanhas contra o isolamento social.

— As pessoas estão relaxando no pior momento. E crescimento dessas pessoas na rua, certamente foi pelo dia das mães. Mas não podemos esquecer que circulam diversas notícias falsas sobre os casos e mortes pelo coronavírus, e também tem uma campanha forte contra o isolamento por uma preocupação com a economia. Porém devemos pensar que, o povo saudável terá uma economia saudável e o povo doente não vai consumir. E ainda temos a questão do uso das máscara, as pessoas estão usando achando que não vão ser infectadas. Isso ajuda muito, mas a máscara tem como proteção fundamental evitar que alguém contaminado transmita para o ambiente — afirmou Medronho.

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Neste domingo, o Estado do Rio registrou 61 mortes e 133 novos casos confirmados da doença, sendo 34 deles na capital. Também de acordo com dados do governo estadual, ao todo, são 1.714 mortes pela Covid-19 e 17.062 testes. E em contrapartida também houve esse aumento de pessoas nas ruas. O professor afirma que há apenas uma medida para conter efetivamente essa cirulação: lockdown.

— As pessoas estão relaxando nesta fase de crescimento da curva epidêmica e o consequente aumento do número de óbitos. E diversos órgãos se posicionaram favoravelmente sobre o isolamento total. Mas, obviamente, não podemos ser ingênuos. Temos localidades distintas na cidade. E esse trabalho deve ser feito em conjunto com lideranças comunitárias, governantes, igrejas, grupos carnavalescos, todas essas entidades que têm grande influência. E depois do lockdown, fazer a liberação algumas atividades de forma segura.

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***Por Amanda Pinheiro, do Globo

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