Retrospectiva 2019: Red Bull troca Gasly por Albon e arruma as duas casas

GABRIEL CURTY

RETROSPECTIVA F1 2019

_F1 vive duas temporadas em uma, irrita e diverte ao mesmo tempo 

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_Hamilton vive ano irretocável com hexa e atos de grandeza

_Excelente, Mercedes dá lição e se põe de novo imbatível

_Mesmo com vitórias, ano da Ferrari fica marcado por trapalhadas

_Antes aprendiz, Leclerc se candidata a líder da Ferrari

_Verstappen vira líder da Red Bull e é único a encarar Hamilton

_Parceria Red Bull-Honda rende bons frutos no primeiro ano


A temporada 2019 da Red Bull acabou sendo bastante positiva, mas o caminho até importantes três vitórias e até dois pódios da Toro Rosso foi bastante tumultuado. E boa parte do sucesso que as duas equipes da marca de energéticos tiveram só aconteceu porque uma troca polêmica foi efetuada com o campeonato em andamento.

O ano se iniciou com Max Verstappen como estrela da companhia e a aposta em Pierre Gasly para substituir Daniel Ricciardo, que seguiu para a Renault em busca de protagonismo dentro de um time. Enquanto isso, Daniil Kvyat foi resgatado ao lado do novato promissor Alexander Albon na Toro Rosso, uma mistura manjada de juventude e experiência, por mais que o russo não seja ainda um veterano.

Só que algumas coisas não saíram como planejado. Para começar, era nítido que, no primeiro ano de Honda, a Red Bull estava atrás das duas principais rivais Mercedes e Ferrari e isso foi fazendo com que Verstappen precisasse matar um leão por dia para conseguir, por exemplo, se meter no pódio. Só que Gasly foi ficando para trás, não se adpatava de jeito algum ao jeito Verstappen de guiar que o carro exigia e, tirando Mônaco, Azerbaijão e Inglaterra, pouquíssimo ameaçava os demais carros da chamada F1 A.

Pierre Gasly brilhou com a Toro Rosso (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)



As férias foram chegando e a situação de Gasly piorando muito. Primeiro porque Verstappen venceu duas corridas incríveis na Áustria e na Alemanha, mas, principalmente, porque o francês ia andando para trás, sendo engolido pela F1 B e ainda se envolveu numa batida com Albon em Hockenheim. Era a cara do desespero.

E o que aconteceu? Bom, Helmut Marko agiu. Conhecido por sua falta de paciência, o consultor da Red Bull mexeu em suas peças, devolveu Gasly para a Toro Rosso e chamou Albon, que vinha com atuações impressionantes nas primeiras provas da vida na F1, para a Red Bull. Kvyat, que teve um pódio aleatório na Alemanha, ficou para ser parceiro de Pierre.

O movimento parecia arriscado, a chance de queimar Albon rapidamente era grande, o risco de Gasly entrar em crise e nunca mais voltar a andar bem era gigante, mas nada disso aconteceu. A ousadia se pagou e acabou virando a grande cartada do ano, com Verstappen ganhando um companheiro competitivo e a Toro Rosso uma identidade ao lado de Pierre.

Alex Albon deu show no Brasil (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)


Só faltou o pódio para o tailandês, que o teria no Brasil não fosse acertado em cheio por Lewis Hamilton nos últimos metros, mas a performance impressionou. Muito regular, saía do fundo do grid com extrema facilidade, mostrava destreza para ultrapassar, tinha um ritmo que Gasly não teve. Tanto foi assim que só foi perder a disputa com Verstappen no segundo semestre por causa de Interlagos.

E Gasly? Bom, Gasly atropelou Kvyat e transformou a Toro Rosso. Albon já era competitivo, mas faltavam os resultados que apareceram com o francês. O ápice foi um pódio quase inexplicável no Brasil com direito a bater Hamilton na linha de chegada, mas Bélgica e Japão também foram grandes provas de Gasly, que mudou da água para o vinho, surpreendentemente, após o rebaixamento. Reagiu da forma oposta ao que aconteceu com Kvyat anos atrás.

Assim, a Red Bull tomou uma decisão que salvou o ano e que faz projetar um futuro bem promissor. Albon tem tudo para acompanhar Verstappen no sucesso do time austríaco, enquanto Gasly deve carregar os italianos na F1 B e, quem sabe, retornar ao time principal daqui alguns anos.


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