Andrew Parsons faz balanço positivo dos Jogos Paralímpicos de PyeongChang

EFE

PyeongChang, 20 mar (EFE).- O brasileiro Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), avaliou positivamente, em entrevista à Agência Efe, os Jogos Paralímpicos de Inverno, encerrados no último domingo, em PyeongChang, na Coreia do Sul.

"Foram Jogos incríveis. Alcançamos muito recordes, em números de países, medalhas, ingressos vendidos e presença de veículos de imprensa. Estou muito feliz com esses resultados", garantiu o dirigente, que está no primeiro mandato a frente da entidade.

Parsons lembrou que a IPC está em "ciclo de seis anos de Jogos Paralímpicos na Ásia", pois, após o evento em PyeongChang, em 2020, acontecerá os Jogos de Tóquio, em 2022, será a vez dos Jogos de Inverno serem sediados em Pequim.

"Temos que deixar nossa presença, um impacto e um legado permanente, de como os asiáticos percebem as pessoas com deficiência, para dar valor a elas. O esporte é um veículo muito poderoso para mudar a atitude e a vida das pessoas. Isso aconteceu no Brasil", disse o presidente do IPC.

O brasileiro que ainda não foi eleito membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), o que poderá acontecer ainda neste ano, em Buenos Aires, durante os Jogos Olímpicos da Juventude, disse que um de seus objetivos é impulsionar o movimento paralímpico na América do Sul e África.

"Estou visitando muitos países, para ver como, desde o IPC, melhor podemos apoiá-los, com base em suas necessidades. Também quero organizar algo, para que outros países cooperem com eles. Minha principal meta é atrair todo o movimento paralímpico e subir seu nível", garantiu.

Sobre a suspensão da Rússia, retirada pelo COI e mantida pelo Comitê Paralímpico, Parsons foi firme, cobrando o cumprimento de uma série de exigências.

"Está muito claro: temos critérios que eles precisam seguir, e, até o momento, não conseguiram isso. Um deles, é o reconhecimento do relatório McLaren, e outro é implementar um programa antidoping sobre a supervisão da WADA (Agência Mundial Antidoping", concluiu. EFE

drl/bg


Leia também