Chapecoense escreve mais um capítulo da história em estreia na Libertadores

Caracas, 5 mar (EFE).- A Chapecoense voltará a fazer história nesta terça-feira, desta vez estreando na Taça Libertadores, em visita ao Zulia, da Venezuela, em jogo válido pelo grupo 7 da competição continental, marcado para começar às 21h45 (horário de Brasília).

A equipe catarinense desembarcou em Maracaibo após voo de 27 horas, que teve escalas em São Paulo e também no Panamá. A longa viagem aconteceu pouco mais de três meses depois da tragédia que abateu o clube, em que 71 pessoas, entre jogadores, membros de comissão técnica, dirigentes e jornalistas morreram.

Depois da queda da aeronave da LaMia, a Chape, que partia para encarar o Atlético Nacional, na Colômbia, pela ida da final da Copa Sul-Americana, acabou sendo declarada campeã da competição, sem necessidade de disputa dos dois jogos, garantindo assim a inédita vaga na Libertadores.

O Verdão do Oeste chega com um elenco reconstruído, a partir de mapeamento do mercado para contratações, alguns jogadores emprestados, incluíndo os que chegaram por ofertas solidárias e também a ascensão de alguns jovens das divisões de base.

Entre os 30 inscritos, embora haja veteranos como Artur Moraes, Wellington Paulista, ídolos como Apodi ou destaques neste início da temporada, como o atacante Niltinho, artilheiro da equipe no Campeonato Catarinense, os grandes destaques são o zagueiro Neto e o lateral-esquerdo Alan Ruschel.

Os dois sobreviventes da tragédia aérea - o terceiro foi o goleiro Follmann, que teve perna amputada e encerrou a carreira -, constam na lista entregue pelo clube à Conmebol. Ambos os defensores, no entanto, ainda estão em fase de recuperação e não viajaram para a Venezuela.

O time que Vágner Mancini colocará em campo contra o Zulia ainda está indefinido, conforme admitiu o próprio treinador, no embarque. O volante Amaral, que sofreu grave lesão, é desfalque certo. Com isso, Moisés Ribeiro, Moisés e Luiz Antônio disputam posição.

Na zaga, a expectativa é pela presença de Douglas Grolli, que já tinha passagem pela Chape e retornou emprestado pelo Cruzeiro. O companheiro do defensor, no entanto, ainda está indefinido, com Fabrício Bruno e Nathan lutando para estarem na estreia da Libertadores.

Outros dois problemas de última hora para a equipe catarinense foram os problemas no embarque do volante Andrei Girotto e do atacante Wellington Paulista, que só viajaram nesta segunda-feira, um dia depois do restante do elenco. A princípio, no entanto, ambos começarão jogando.

O Zulia, primeiro rival da Chapecoense, em grupo que ainda tem Lanús, da Argentina, e Nacional, do Uruguai, é outro estreante na Libertadores. A equipe venezuelana é jovem, fundada em 2005, e ficou muito perto do primeiro título nacional da história, no ano passado, quando acabou superado apenas pelo Zamora.

Para a primeira participação na competição, o clube se mexeu no mercado e trouxe o veterano meia-atacante Juan Arango, de 36 anos, que passou bem pelo futebol mexicano, pelo Mallorca, da Espanha, Borrussia Mönchengladbach, da Alemanha, e estava no New York Cosmos, dos Estados Unidos.

Da equipe, que disputa liga secundária americana, o Zulia também trouxe o meia Yohandry Orozco, também com passagem pela seleção nacional. Já o goleiro Renny Vega chegou do Deportivo Anzoátegui, direto para assumir a titularidade do 11 comandado por Daniel Farias.


Prováveis escalações:.

Zulia: Vega; Rivillo, Kambou, Cuevas e Notaroberto; Martínez, Moreno, Savarino, Orozco e Arango; Unrein. Técnico: Daniel Farías.

Chapecoense: Artur Moraes; Diego Renan, Douglas Grolli, Nathan (ou Fabrício Bruno) e Reinaldo; Andrei Girotto, Moisés Ribeiro (ou Moisés) e Dodô; Niltinho, Arthur e Wellington Paulista. Técnico: Vágner Mancini.

Árbitro: Omar Ponce (Equador), que será auxiliado pelos compatriotas Luis Vera e Juan Macías.

Estádio: José Pachencho Romero, em Maracaibo (Venezuela).

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