Rueda critica ausência de jogadores de Colo Colo e La U na seleção

EFE

Santiago (Chile), 11 abr (EFE).- O técnico do Chile, Reinaldo Rueda, criticou nesta quarta-feira a ausência de jogadores da Universidade do Chile e do Colo Colo no treinos da seleção, mas descartou eventuais punições para os jogadores ou os clubes que não liberaram os atletas.

"É preciso respeitar os espaços, mas logo haverá momento para trabalhar com esses jogadores. O importante é (trabalhar com) os que vieram", disse Rueda aos jornalistas ao término das atividades, que começaram na segunda-feira passada.

O técnico colombiano só pôde contar com 14 dos 24 jogadores convocados. Faltaram dez integrantes da Universidade do Chile e do Colo Colo, que no próximo domingo se enfrentarão no clássico pela nona rodada do Campeonato Chileno.

De oito convocados, a La U só cedeu à seleção o atacante Francisco Arancibia. O Colo Colo, que teve quatro convocados, autorizou unicamente o goleiro Brayan Cortés.

"É uma decisão respeitável, mas não a compartilho. Eles são os donos dos jogadores. É respeitável, mas não compreensível porque, no final, a seleção é para mostrar o trabalho dos clubes. A seleção potencializa internacionalmente os jogadores. Nossos jogadores transcendem através das seleções nacionais", ressaltou.

"Não podemos competir com as equipes. Estamos aqui para mostrar o trabalho dos clubes. É preciso respeitar os espaços. Fizemos o melhor e a prova disso é o trabalho que os jogadores podem contar. Haverá outro momento para termos esses jogadores conosco", comentou o treinador colombiano.

Nesse contexto, o ex-técnico do Flamengo pediu aos clubes uma união "por um propósito firme" e afirmou que não deseja uma punição às equipes que não liberaram os jogadores.

"Sou a favor da seleção. Quero ter os meus jogadores. Eu seleciono e reparo os que têm bom comportamento futebolístico. Quero ir armando um bloco sólido. Ser jogador de seleção é muito difícil. Estamos projetando um ano para poder suprir os que estão fora com um daqui e que renda no mesmo nível. Não temos uma superpopulação de jogadores", considerou.

"Solicitei à Federação Chilena, ao presidente Arturo Salah, para que não houvesse sanções", esclareceu. EFE


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