Resultado da reunião do Conselho Deliberativo movimenta bastidor político do Santos

Fábio Lázaro*
LANCE!


O Conselho Deliberativo do Santos votou favoravelmente ao parecer do Conselho Fiscal que reprovou as contas da atual gestão em 2019 em reunião virtual que aconteceu na noite desta terça-feira.

Com isso, o presidente santista, José Carlos Peres, volta a “flertar” com um novo processo de impechment, como aconteceu em setembro de 2018. Na ocasião, foi alegado envolvimento do cartola com uma empresa de agenciamento de atletas, o que não é permitido estatutariamente. Os Conselheiros avançaram o processo que foi barrado em Assembleia de Sócios, evitando o impedimento do mandatário.

No entanto, as etapas que podem levar a um possível impeachment de Peres foram modificadas desde então, com a adequação do estatuto do clube ao Profut, programa de refinanciamento de dívidas no futebol brasileiro.




Próximos passos

Após a rejeição das contas ontem, o Comitê Gestor deverá formalizar a sua defesa por escrito ao Conselho Deliberativo nos próximos 10 dias. Depois disso, entre 15 e 20 dias será convocada nova reunião, para votar a versão dada pela gestão. Se mesmo assim os conselheiros mantiverem a rejeição das contas, uma nova etapa será iniciada, essa envolvendo a Comissão de Inquérito e Sindicância.

Os novos membros, definidos nesta terça-feira, analisarão os autos da reprovação das contas, o direito de defesa da parte processada e emitirá um parecer que será votado pelos conselheiros. E é a partir daí que existe a mudança em relação ao primeiro processo de impeachment, há um ano e nove meses. Na ocasião, o presidente, mesmo acusado de gestão temerária, permanecia no cargo mesmo com o parecer rejeitado e o desligamento aconteceria apenas após derrota entre os sócios. Agora, a partir do momento em que um possível parecer da CIS indicando o impeachment avance no Conselho Deliberativo, Peres deverá ser afastado do cargo sumariamente.

Bastidores

Essas possibilidades agitam um bastidor político bastante conturbado no Santos, até porque em dezembro é prevista nova eleição presidencial, para o próximo triênio (2021 a 2023). E ela pode acontecer pouco após o primeiro impedimento de um presidente santista na história. Isso acontecerá caso a Comissão de Inquérito e Sindicância recomende a abertura do pedido de impeachment contra Peres, essa indicação passe entre os conselheiros e, posteriormente, os sócios mantenham essa decisão.

Por ter ficado aquém da atual gestão, por estar rompido, inclusive afastado durante boa parte do ano de 2019, o vice-presidente, Orlando Rollo, assumiria o cargo até o fim de 2020, caso a saída de Peres venha ser confirmada antes do término do mandato.

* Sob supervisão de Vinícius Perazzini











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