Reserva mundial de surfe é o mais novo palco de Medina

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Por Guilherme Daolio e Emanuel Araújo

Dezembro já está chegando com muita decisão na água. A reta final da
temporada ou o “início do fim” já começou nas praias portuguesas. O
primeiro desafio conta com a premiação máxima (10 mil pontos). O
EDP Billabong Pro Ericeira é um capítulo a parte na história do surfe
em Portugal.

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A vila de pescadores a 35 km da capital teve seus primeiros registros
como cidade no ano 1000 d.C. De lá pra cá, ganhou a importância de
porto e ficou nacionalmente conhecida por ter sido palco da fuga
família real em meio a Revolução Republicana (1910). No entanto, os
11km de praias ficaram mundialmente conhecidos por outra razão.

Ericeira conserva arquitetura e nos dá sensação de voltarmos 100 anos tempo (Getty Images)
Ericeira conserva arquitetura e nos dá sensação de voltarmos 100 anos tempo (Getty Images)

Ondas para todos os níveis de exigência e sob medida para qualquer
forma de surfar. Em 2011, a organização não-governamental “Save the
Waves Coalition” reconheceu o lugar como a primeira (e única)
Reserva Mundial de Surfe na Europa. Existem apenas mais quatro
reservas no mundo como em Ribeira d’ilhas.

Conservada pela natureza e, agora, pelos homens: palco de disputas de elite é ‘santuário do surfe’ (Getty Images)
Conservada pela natureza e, agora, pelos homens: palco de disputas de elite é ‘santuário do surfe’ (Getty Images)

Presença dos melhores surfistas desde 1989, a praia foi palco de
decisões incríveis. Os nomes marcados nos troféus dos torneios por lá
mostram que vencer em Ericeira não é nada fácil.

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Surfistas como o americano Tom Curren (1990), o brasileiro Fábio
Gouveia (1994) e o australiano Julian Wilson (2011) já venceram por
lá. Aliás, este último faz valer a afirmação de que o lugar separa
homens dos meninos.

A classe de 2011

O último WQS realizado na Reserva Mundial de Surfe valia 10.000
pontos (categoria Prime / 6 estrelas) e faz parte do distante ano de
2011. Nessa época, Medina, John John Florence e Miguel Pupo eram
apenas adolescentes que lutavam no classificatório (WQS).

O trio promissor colheria os frutos dessa final em poucos meses. Logo
integrariam o WCT, divisão que o campeão do WQS Prime Ericeira,
Julian Wilson, já disputava. Se hoje o australiano disputa o título com
Medina, é possível afirmar que essa rivalidade nasceu em Ribeira
d’Ilhas.

Ribeira d’Ilhas garantiram Medina, Julian Wilson, JJ Florence e Pupo na elite do surfe mundial (Divulgação)
Ribeira d’Ilhas garantiram Medina, Julian Wilson, JJ Florence e Pupo na elite do surfe mundial (Divulgação)

Mundial para o Brasil

O último surfista a gritar “é campeão” entre os paredões da Ericeira foi
o brasileiro Lucas Silveira. Se no últimos sete anos não houve sequer
um evento profissional, os mundiais (feminino e masculino) foram
realizados no pico. O encantamento do surfista pela onda foi lembrado
em suas primeiras palavras no pódio:

Acho que minha menor pontuação nas baterias aqui em Ribeira
(D´Ilhas) foi 15 pontos e pouco e foi incrível conseguir surfar bem,
sempre achando boas ondas em todas as baterias que disputei aqui.

Durante toda semana, Medina e companhia estarão se apresentando
no ‘salão nobre’ do surfe. Para assistir a mais esse espetáculo, basta se
acompanhar a World Surf League no Facebook e preparar um café bem

cedo. A primeira chamada acontece todos os dias, às 3h30 da manhã. O
resultado deste e de outros torneios você acompanha aqui, no Yahoo!

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