Repercussão sobre Bruno comprova: Boa queria marketing e conseguiu

GOAL

Por Allan Brito 

Há poucos meses, o Boa Esporte conseguiu o título mais importante da sua história, a Série C de 2016. Mas nem naquele momento ficou tão conhecido como agora: a contratação do goleiro Bruno, que estava preso por homicídio, gerou muito marketing para o clube, que queria justamente isso. Afinal, esportivamente, o goleiro só mostrará serviço daqui a dois meses e é uma grande incógnita.

Quando foi divulgado que o Boa tinha contratado Bruno, rapidamente as redes sociais foram inundadas de opiniões sobre a notícia. Alguns até defenderam a chance dada para alguém que saiu legalmente da cadeia, mas a maioria massacrou a decisão da Justiça e também a atitude dos dirigentes do Boa.

Mas o Boa não busca apenas repercussão virtual. O mais importante para o clube é movimentar a cidade de Varginha para que as pessoas queiram acompanhar os jogos do time. Como o Boa foi fundado em Ituiutaba, não há grande identificação com as pessoas da nova sede. A média de público do clube costuma ser de menos de mil pessoas. Porém, a curiosidade de ver Bruno em campo fará esse número se multiplicar.

Uma prova de que essa contratação é voltada para o marketing está na camiseta que Bruno vestiu para ser anunciado pelo Boa: usou um uniforme rubro-negro do Boa, que tradicionalmente veste branco, verde e vermelho. A ideia foi remeter ao passado flamenguista de Bruno.

Empresário e advogado de Bruno, Lúcio Adolfo afirmou, em entrevista ao jornal Extra, que "não temos no Brasil um goleiro no nível do Bruno". Mas é impossível saber em que dado ele se baseia para ter essa opinião. O goleiro não joga há sete anos e está fora de forma. A expectativa é que ele volte a atuar após 45 dias de treinamento pelo menos. Até lá, não dá para saber qual será realmente a condição de Bruno.