Renault: protesto contra Racing Point é sobre futuro da F1

Luke Smith
motorsport.com

O protesto da Renault contra o modelo RP20 da Racing Point será crucial para definir qual modelo de equipe a Fórmula 1 quer permitir no futuro, de acordo com Marcin Budkowski, diretor executivo da equipe francesa. Após o GP da Estíria no último domingo (12), a Renault apresentou um protesto formal contra a Racing Point sobre as similaridades entre os dutos de freio do carro de 2020 com o Mercedes W10, campeã em 2019.

A Racing Point tem admitido publicamente que baseou o design de seu carro na Mercedes do ano passado, mas sempre enfatizou que o fazia enquanto permanece dentro dos regulamentos. Budkowski disse que a decisão será crucial para estabelecer quanta colaboração entre as equipes será permitida no futuro.

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“Para nós, é importante deixar claro o que é permitido e o que não é para essa temporada, para o que protestamos, para o restante da temporada, para a próxima temporada, mas também para qual F1 queremos no futuro”, afirmou Budkowski.

“Qual é o modelo que queremos? Queremos um modelo em que temos 10 equipes independentemente brigando umas com as outras, especialmente no contexto de um esporte mais justo, uma distribuição mais igualitária dos fundos, um teto de gastos, então todos os times eventualmente chegam a nível similar de investimento. Talvez não imediatamente, mas com o tempo.”

“Há uma ótima oportunidade para o esporte ter dez equipes competindo em termos iguais e para nós é importante deixar claro qual nível de trocas é permitido.”

“É permitido pegar partes ou pegar geometrias de outra equipe e usar em seu carro ou não? Porque não achamos que esse é o modelo certo para a F1 no futuro.”

“Vai além do protesto. É sobre qual modelo queremos para o futuro da F1”.

A visão de Budkowski é compartilhada pelo chefe de equipe da McLaren, Andreas Seidl, que disse mais cedo na sexta-feira que a Fórmula 1 corre o risco de se tornar um “campeonato de cópias” quando o modelo da Racing Point for levado ao extremo.

Budkowski acrescentou que estava “completamente confiante com o que a FIA está fazendo” em sua investigação, com uma resolução esperada antes mesmo do GP da Grã-Bretanha no início de agosto.

O diretor da Racing Point, Otmar Szafnauer, expressou sua confiança total no processo da FIA e estava otimista de que a decisão não deixaria nenhuma incerteza sobre o que é ou não permitido.

“Eu acho que o processo é à prova de balas. Forneceremos todas as evidências que nos foram solicitadas", disse Szafnauer.

“Acredito que o resultado será intocável, o que é bom, porque há coisas que as câmeras não conseguem ver, especialmente nas superfícies internas de um duto de freio, por exemplo, que desenhamos e desenvolvemos completamente”.

"Quando você comparar as duas partes pela FIA, elas saberão absolutamente que os dutos de freio são únicos e foram projetados por nós.”

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