Renato ‘Moicano’ lamenta pedido negado pelo UFC: “Gostaria de um cara mais conhecido”

AgFight

No card do UFC Brasília, agendado para o dia 14 de março, Renato ‘Moicano’ dá um novo passo em sua carreira ao estrear na divisão dos pesos-leves (70 kg). No entanto, Damir Hadzovic, primeiro adversário nessa nova empreitada, não é o ‘rival dos sonhos’ do brasileiro, muito pelo contrário. Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, o atleta da ‘American Top Team’ lamentou a recusa de seu pedido por um oponente mais famoso.

Insatisfeito com o ‘veto’ recebido do Ultimate, Moicano usou seu histórico na companhia para justificar seu ponto de vista. Na visão do brasileiro, sua trajetória no UFC sempre foi repleta de ‘pedreiras’ – perfil em que Hadzovic não se encaixa atualmente no cenário do MMA mundial.

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“Gostaria de lutar com um cara que fosse mais conhecido, é uma coisa minha. Sempre gosto de lutar contra os adversários mais duros, se puder. Nunca escolho luta, sempre procuro encarar os caras que estão melhores ranqueados. Tanto que na minha terceira luta já enfrentei um cara que era top 5 do UFC. A primeira luta eu peguei com uma semana antes, então pouco importa o rival. A segunda em enfrentei aquele amigo do Khabib, o Zubaira, que vinha de cinco vitórias na categoria. E na terceira já peguei o Jeremy Stephens”, relembrou Renato, antes de lamentar.

“O que quero dizer é que sempre tive que lutar com os melhores. Pedi um cara ranqueado, um cara famoso para o UFC. Mas eles disseram que para essa época só tinham esse cara para lutar. Não escolho adversário, mas gostaria de lutar com um cara melhor ranqueado, ou pelo menos mais conhecido. Mas como a gente não pode mandar em nada, temos que aceitar essas lutas e fazer o melhor possível. No final das contas é uma boa luta, um cara que, apesar de não ser conhecido, é um cara duro e bom, então tenho que entrar lá ligado e fazer meu trabalho”, completou o lutador de 30 anos.

O confronto diante do bósnio Hadzovic será o primeiro compromisso de ‘Moicano’ dentro do UFC em sua cidade natal. No entanto, apesar de celebrar a marca, o brasiliense previu uma eventual ‘dor de cabeça’ comum para atletas que competem em casa.

“Sim. Quando eu lutei em Brasília, não era no UFC. Então era um show menor, uma promoção nacional ainda, o Shotoo. Não tinha ninguém pedindo ingresso, esse tipo de coisa. Mas tenho certeza que vai ter esse tipo de coisa na semana da luta, até porque agora já está (acontecendo). Pessoas que não falavam comigo há um tempão vindo falar: ‘Ah, se você puder desenrolar para mim essa luta’. Entendo que é uma coisa natural, está todo mundo feliz e querendo assistir a luta, mas realmente comecei a pensar que isso pode ser um problema. Quando chegar na semana da luta vou desligar meu celular e não ligar para isso não. Até porque estamos lá a serviço, não está a passeio nem férias. Então tenho que tomar cuidado com isso”, ponderou Moicano.

O UFC Brasília pode ser um divisor de águas na carreira do lutador da American Top Team. Em caso de vitória, Renato deve seguir sua empreitada na divisão até 70 kg. Mas caso contrário, o lutador provavelmente retornará para sua categoria do origem: os pesos-penas (66 kg).

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