Renato Gaúcho deixa o Grêmio após eliminação precoce na Libertadores

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após a eliminação na terceira fase da Copa Libertadores para o Independiente Del Valle, o técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, deixou o clube. A informação foi oficializada pela agremiação nesta quinta-feira (15), que disse ter se tratado de comum acordo entre as partes. Desde 2016 no cargo, o treinador de 58 anos era o dono do trabalho mais longevo da elite do futebol nacional (quatro anos e sete meses). Com a sua demissão, Lisca, do América-MG, que assumiu em janeiro de 2020, se torna o comandante há mais tempo em um clube da Série A. Guto Ferreira, contratado pelo Ceará em março do ano passado, vem na sequência. Em sua terceira passagem pelo time tricolor, Renato conquistou três campeonatos estaduais (2018, 2019 e 2020), uma Copa do Brasil (2016), uma Libertadores (2017) e uma Recopa Sul-Americana (2018). "O Grêmio agradece o profissional pela sua dedicação, sua passagem vitoriosa com conquistas importantes, lealdade à instituição e por ter sido o técnico mais longevo no comando da casamata gremista. Ao lado do Grêmio, o ídolo Renato Portaluppi alcançou um patamar raro entre técnicos brasileiros. O herói do Mundial de 1983 tornou-se o primeiro brasileiro a ser campeão da Libertadores como jogador e treinador, devolveu o clube ao caminho das glórias e reconquistou a hegemonia estadual", disse a agremiação em nota. O técnico, que se recupera da Covid-19, não esteve à frente da equipe tricolor nos duelos contra o Del Valle, que sacramentaram a queda dos gremistas ainda antes da fase de grupos da Libertadores. Tanto nas partidas de Assunção como na de Porto Alegre, o time foi comandado à beira do campo por seu auxiliar, Alexandre Mendes. Com a demissão de Renato, que vinha em desgaste pela ausência de títulos expressivos nas últimas temporadas, o Grêmio se precavê com relação ao limite de trocas de treinadores na Série A do Campeonato Brasileiro. De acordo com a determinação da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), válida para a edição de 2021 da competição, os clubes só poderão fazer uma troca de comando livremente ao longo da disputa. Caso o clube mande um segundo técnico embora durante o campeonato, a agremiação precisará pôr no lugar alguém que já seja seu funcionário por pelo menos seis meses.