Remanescente de tabu de 13 anos no Santos, Renato quer ser carrasco da Ponte Preta mais uma vez

Russel Dias

Thiago Maia tinha sete anos, Zeca e Vitor Bueno, dez na última vez em que o Santos foi eliminado no mata-mata do Campeonato Paulista antes de chegar à final. Só quem lembra com clareza e pode contar essa história com detalhes é o volante Renato.

- Lembrança é difícil. Brigamos para chegar na final. Ser eliminado antes dá uma sensação muito ruim. Por isso vamos tratar o jogo da Ponte como uma final. Respeitamos o adversário, mas contar com o apoio do torcedor - diz o camisa 8, em entrevista ao LANCE!, tentando esquecer.

Que Renato nos perdoe, mas a história precisa ser contada.

Na semifinal do Paulistão de 2004, o Peixe encontrou o São Caetano comandado por Muricy Ramalho. No jogo de ida, na Vila Belmiro, 3 a 3, na volta, no Anacleto Campanella, 4 a 0 para o Azulão sobre o Santos de Diego, Robinho e Renato.

13 anos depois, o Alvinegro se dá o luxo de dizer que entrou em todos os mata-matas para chegar à final. Nos últimos oito anos esteve em todas as decisões, tendo vencido cinco, destas, duas com Renato, em sua segunda passagem.

O que talvez Zeca, Vitor Bueno e Thiago Maia e nem alguns experientes jogadores saibam é que a rivalidade entre Renato e a Ponte Preta, - adversária do Santos, nesta segunda-feira, às 20h, no Pacaembu, que ameaça tirar o Peixe já nas quartas de final do Paulista após ter vencido o jogo de ida por 1 a 0 - começou bem antes da fatídica eliminação de 2004.

Isto porque antes de chegar na Vila Belmiro, em 2000, o volante com passagens pela Seleção Brasileira, Sevilla (ESP) e Botafogo tinha uma longa passagem também pelo Guarani de Campinas, o maior rival da Ponte Preta, fato que explica o fato dele ter sido o jogador santista mais vaiado no Moisés Lucarelli na última semana.

- Sempre que vamos lá (no Moisés Lucarelli) temos essa rivalidade sadia, fiquei seis anos no Guarani. Mas sempre que faço um gol é especial. Vai para o torcedor bugrino também, além do santista. Espero passar por isso nesse jogo também. Enfrentar a Ponte sempre é especial - aposta.

Para 2004 não se repetir em 2017, nada melhor do que a dor e a rivalidade de Renato contra um dos rivais mais assíduos na carreira do camisa 8.















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