Relembre os últimos atletas de Xerém que deixaram o Fluminense

Luiza Sá
·5 minuto de leitura


Além de formar muitos atletas em Xerém, o Fluminense também acaba perdendo vários jovens promissores a cada ano. Quem engrossa essa lista é o atacante Marcos Paulo, que acertou com o Atlético de Madrid e deixará o clube de graça em julho. Visto como potencial maior venda da história do Flu, o jogador é mais um a não render o dinheiro que o clube esperava. Com o recorte dos últimos 10 anos, o Tricolor soma cerca de R$ 296,7 milhões com as vendas de atletas revelados na casa, mas poderia ter tido um melhor retorno para os cofres.

> Fluminense chega a 86 gols e 22 jogadores diferentes balançando a rede na temporada; veja a lista

Exceto pelos anos de 2011 e 2014, o Flu vendeu atletas em todos os outros anos. Esta é, inclusive, uma das partes mais importantes do orçamento a cada temporada. No documento votado para 2021, esses valores chegaram a cerca de 85 milhões de reais, números que o Tricolor terá que suar para alcançar.

VEJA E SIMULE A TABELA DO BRASILEIRÃO

2020

Evanilson foi a venda mais expressiva do Fluminense no ano. O Porto, de Portugal, pagou cerca de R$ 46 milhões pelo jogador, mas o Tricolor tinha apenas 30% dele, sendo 10% de direitos econômicos e 30% de taxa de vitrine. O lucro ficou em R$ 13,5 milhões. O goleiro Marcelo Pitaluga foi negociado com o Liverpool, da Inglaterra, por cerca de R$ 6,2 milhões e o Flu pode receber mais R$ 6,2 milhões caso ele atinja todas as metas previstas no contrato.

Outros que saíram por valores mais baixos foram Spadacio, por R$ 1,9 milhão ao Shabab Al Ahli, e Resende por R$ 1,5 milhão ao Sharjah FC, e Jonatas, por R$ 1,2 milhão ao Al Ain, todos times dos Emirados Árabes Unidos.

2019

Em 2019, Pedro foi para a Fiorentina, da Itália. O total da transação foi de R$ 50,2 milhões, mas o Fluminense tinha 50% dos direitos do atleta, ficando com um lucro de R$ 36,5 milhões. Já Roger Ibañez redeu R$ 17,2 milhões na venda para a Atalanta, da Itália.

2018

O atacante João Pedro saiu para o Watford, da Inglaterra. A transferência pode chegar à casa dos R$ 46 milhões por bônus. Ayrton Lucas foi vendido por cerca de R$ 30,5 milhões ao Spartak Moscou, da Rússia, e o Fluminense ficou com R$ 15,3 milhões pois detinha 50% dos direitos do jogador.

Quem saiu para mercados internos foram Douglas Augusto, para o Corinthians, por R$ 4,6 milhões, e Léo, para o São Paulo, por R$ 3 milhões. Uma das novelas recentes do Fluminense envolveu Gustavo Scarpa. O jogador entrou na Justiça para se desvincular do clube em dezembro de 2017, teve negado um pedido de liberação, mas entrou com um mandado de segurança em segunda instância e conseguiu se desvincular do time carioca. Anunciado pelo Palmeiras, os clubes entraram em briga judicial e fecharam, em acordo, que o Flu receberia cerca de R$ 6,7 milhões.

2017

Wendel, vendido ao Sporting, de Portugal, deu um lucro de R$ 23,3 milhões. Já Marlon rendeu R$ 20 milhões com a transferência ao Barcelona, da Espanha. Por fim,o Fluminense recebeu R$ 2,5 milhões na venda de Ailton ao Estoril, de Portugal.

2016

Gerson, atual maior venda da história do Fluminense, foi para a Roma, da Itália, com R$ 45 milhões de lucro ao Tricolor. A transação total foi na casa dos R$ 60 milhões, mas o Flu tinha 70% dos direitos.

2015

Kennedy foi para o Chelsea, da Inglaterra, com lucro de R$ 17 milhões ao Fluminense. Diego Souza se transferiu para o Sport, dando um lucro de R$ 3,25 milhões. Além deles, Biro Biro acabou vendido ao Shanghai Shenxin, da China, dando um retorno de R$ 2,7 milhões.

2013

Wellington Nem foi vendido ao Shakhtar Donestk, da Ucrânia, por cerca de R$ 25 milhões. O Fluminense tinha direito a 60% do valor e ficou com lucro de R$ 15 milhões.

2012

Wallace para o Chelsea, da Inglaterra, com um lucro de R$ 14,3 milhões

SEM DINHEIRO ENVOLVIDO

Outros jogadores se juntam a Marcos Paulo na lista de atletas que não renderam dinheiro ao Fluminense na transferência. Criado na base, apesar de ser veterano, o zagueiro Digão foi para o Buriram United, da Tailância, de graça. Gabriel Capixaba, que chegou a ser utilizado nesta temporada no profissional, terminou o contrato e foi para o Amora FC, de Portugal, mesmo caso de Matheus Pato, transferido para o Daejeon Citizen, da Coreia do Sul.

Em 2019, Fernando Neto acabou indo para o Paraná de vez após não renovar, assim como Marlon Freitas, hoje atleta do Atlético-GO. Quem teve uma novela sobre um novo vínculo e decidiu não permanecer no Fluminense foi o meia Daniel, hoje no Bahia, que acabou saindo de graça. Houve também o caso de Marquinhos Calazans, quando foi negociado com o São Paulo. O Fluminense não conseguia renovar com o atleta e acabou liberando ele para o time paulista mantendo 30% dos direitos econômicos.

Já em 2018, o atacante Marcos Júnior, mais experiente, não renovou o contrato e foi para o Yokohama Marinos, do Japão. Matheus Norton rescindiu o contrato para se transferir ao Zorya, da Ucrânia. O Fluminense não recebeu nenhuma quantia pela transferência já que possuía uma dívida com o Aimoré-RS, clube formador do atleta.

Esses são apenas alguns exemplos recentes do Fluminense. Com contrato apenas até o fim de junho, Marcos Paulo sairá de graça para o Atlético de Madrid.