Relatório reabre debate Vila Belmiro x Pacaembu no Santos

Yahoo Esportes
Torcedores na Vila Belmiro, em Santos (Guilherme Dionizio/Código19/Gazeta Press)
Torcedores na Vila Belmiro, em Santos (Guilherme Dionizio/Código19/Gazeta Press)

A discussão no Santos entre mandar os jogos na Vila Belmiro ou no Pacaembu voltou a esquentar graças ao relatório fiscal do Santos e à coletiva do técnico Jorge Sampaoli após a goleada sobre o Atlético-GO.

O relatório do conselho fiscal referente às contas de 2018, que irá a votação no conselho deliberativo do clube na noite desta segunda-feira (15), aponta que a previsão orçamentária para 2018 previa arrecadação de receitas de bilheteria no montante de R$ 17,3 milhões. Porém o clube obteve R$ 11,4 milhões, ou uma diferença de R$ 5,8 milhões (34% a menos do que a previsão).

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

No documento, ao qual o blog teve acesso, os membros do conselho fiscal (Norberto Moreira da Silva, Sylvio Figo, Dagoberto Oliva, José Eduardo de Abreu Lopes e André Ferreira de Abreu) criticam a decisão da diretoria de mandar jogos no Pacaembu: “Uma das ações tomadas pela gestão com intuito de aumentar as receitas com arrecadação foi a transferência de diversas partidas de nosso estádio, Vila Belmiro, para o alugado estádio do Pacaembu, cujo desejado e antecipadamente celebrado sucesso em arrecadação não surtiu efeito desejado.”

A peça compara a receita de bilheteria de 2018 com a obtida ano ano anterior, 2017, quando disputou as mesmas competições de 2018 mas arrecadou R$ 17,8 milhões (diferença de 36%). Em 2017, o Santos havia mandado 10 jogos no Pacaembu; em 2018, foram 12 partidas em São Paulo.

Uma das promessas de campanha de José Carlos Peres havia sido de dividir os mandos entre Santos e São Paulo. Em 2018, mandou 20 partidas na Vila Belmiro, e 12 no Pacaembu.

Sampaoli elogia Vila Belmiro

Após quase três meses, período em que o estádio passou por reformas, o Santos voltou a jogar em casa na semana que passou ao golear o Atlético-GO por 3 a 0, garantindo vaga na próxima vaga da Copa do Brasil.

Durante a entrevista coletiva, o técnico Jorge Sampaoli exaltou a tradição ao falar sobre jogar no estádio, após dirigir o time pela segunda vez na Vila Belmiro. “É um orgulho estar aqui”, festejou o treinador. “[Comparar a Vila Belmiro e o Pacaembu] é comparar a nossa casa ao de um parente rico, aqui é nossa casa, Santos é de Santos, e sinto orgulho de estar aqui; Jogar em outro lugar é jogar em outro lugar, não na sua casa.”

A declaração agradou sócios e conselheiros que defendem que o Peixe priorize jogar na Vila Belmiro, mas Sampaoli fez uma ressalva. “Se lotarmos sempre, não teremos mais justificativas para não jogar aqui.”

Recorde no Brasileiro foi sem Pacaembu

Neste milênio, o Santos revelou Robinho, Diego, Ganso e Neymar, entre outros, o que em tese leva mais público aos estádios. Mas, surpreendentemente, é que a melhor média de público do Santos no Brasileiro não foi em 2011, quando o Santos teve Neymar em sua melhor fase no clube, Ganso e conquistou a Libertadores.

A melhor média foi em 2002, quando venceu o Brasileiro e encerrou um jejum de 18 anos sem títulos relevantes. A média de público mandante do time de Emerson Leão naquele ano foi de 15.934 pessoas. A informação, trazida ao blog pelo conselheiro Diego Turato, mostra que o Santos mandou todos os seus jogos naquele ano na Vila, com a exceção da final do Nacional, que foi no Morumbi, sem nenhum mando no Pacaembu. “Isso desmistifica que a torcida do Santos gosta mais de jogos no Pacaembu; nosso recorde nos últimos 20 anos é na Vila”, comentou Turato.

O blog utilizou também números da Associação dos Pesquisadores e Historiadores do Santos FC, que também aponta 2002 como o ano de melhor custo-benefício de bilheteria do clube (os dados contabilizam jogos em Santos e em São Paulo, verificada a capacidade de venda e o resultado de venda). O blog também pediu ao Santos dados de médias de público, que estão em processo de compilação.

Veja mais de Eduardo Ohata no Yahoo Esportes

Mais no Yahoo Esportes:

Carille tenta fazer história, Cuca busca primeira taça no Paulista

Corinthians terá razão em não entrar em campo, mas vai cumprir a ameaça?

Palco da Copa, França bate recorde de público do futebol feminino








Leia também