Rei de Roma, amigo de Ancelotti e jogador de tênis: Conheça mais sobre Paulo Roberto Falcão

Falcão é grande amigo do técnico do Real Madrid, Carlos Ancelotti (Foto: Divulgação)


O Santos anunciou na tarde desta segunda-feira (14) o ex-jogador Paulo Roberto Falcão como novo coordenador técnico do clube. Nascido em outubro de 1943, em Santa Catarina, Falcão foi um dos maiores volantes da história do futebol brasileiro.

Pelo futebol brasileiro, brilhou no Internacional, levantando as taças de Campeão Brasileiro nos anos de 1975, 1976 e 1979, No ano seguinte, se transferiu para a Roma. E Falcão entrou para história do clube: ajudou a Roma a voltar a ser campeã da Itália, fato que não acontecia desde 1942. Assim, foi apelidado de "Rei de Roma".

Quando retornou ao futebol brasileiro, jogou pelo São Paulo antes de encerrar a carreira. O único título com o Tricolor Paulista foi o Campeonato Paulista de 1985.

Pela Seleção Brasileira, disputou a Copa América de 1979, e as Copas do Mundo de 1982 e 1986, com a histórica Seleção que contava com Zico, Sócrates, Júnior e Toninho Cerezo. A Seleção, porém, não conseguiu o título mundial da época.

Carreira como treinador

O jogador recebeu o convite para assumir a Seleção Brasileira em 1990, para iniciar sua carreira como técnico. Falcão ficou com o segundo lugar na Copa América de 1991, disputada no Chile. Após resultados ruins, acabou deixando a Seleção.

Após essa passagem, assumiu o América, do México, no mesmo ano. O primeiro título veio no mesmo: a Copa Interamericana em 1991 e a Copa dos Campeões da CONCACAF em 1992. Passou pelo Internacional, seu clube do coração, em 1993, além da Seleção Japonesa em 1994 e 1995.

Falcão deu uma pausa entre 1994 e 2011 nos trabalhos no campo para assumir o cargo de comentarista esportivo no grupo Globo. Em 2011, assumiu novamente o Internacional, conquistou o Campeonato Gaúcho, mas foi demitido meses depois por conta de uma campanha ruim no começo do Brasileirão.

O profissional ainda trabalhou como técnico no Bahia, em 2012, e Sport, em 2015. Seu último trabalho como técnico foi novamente no Internacional, em 2016: ficou menos de um mês no comando, com cinco jogos, dois empates e três derrotas.

Paixão pelo tênis

Aos 68 anos, o ex-volante segue com uma paixão no esporte: o tênis. O profissional voltou a jogar torneios de nível ITF. O amor pela prática de tênis aconteceu anos atrás, quando ainda estava na Roma.

- Comecei a jogar tênis na Itália, em Roma. Não jogava nada, mas tudo que eu fazia os caras diziam que era ótimo (risos). Comecei a jogar aos 29 anos, eu acho. Comecei pelo Borg. Peguei na raquete muito mais pelo Borg, pela grande rivalidade entre Borg e McEnroe. Acompanhei Borg, McEnroe, Lendl, Wilander, tinha muita gente boa. E aí comecei a jogar. Peguei a raquete e saí jogando. Não peguei a raquete com um professor. Depois, com um tempo, eu peguei uns caras para aprender um pouquinho. Mas eu me divirto, é o que interessa. É hoje o meu esporte - disse Falcão, ao GE, em 2021.

Amizade com Carlo Ancelotti, técnico do Real Madrid


Falcão conheceu o técnico Ancelotti na Roma, quando jogaram juntos entre 1980 e 1985. Ambos carregam uma amizade de longos anos, inclusive com encontros profissionais. Em setembro deste ano, o ex-jogador se encontrou com técnico Madridista para discutir sobre metodologia de trabalho.

- Sempre quis me manter atualizado sobre o que acontece no futebol no Brasil e no mundo. Estou fazendo um intercâmbio profissional, como sempre fiz como treinador, para trocar experiências com grandes ícones, amigos e protagonistas deste esporte - disse Falcão em suas redes sociais.

Exposição em Roma


Como já foi citado, Paulo Roberto Falcão é um tratado como ídolo absoluto em Roma. Recentemente, o ex-jogador da equipe foi tema de uma exposição: Falcão, Ottavo Re (Falcão, Oitavo Rei). Além disso, o novo coordenador do Peixe ganhou um documentário 'Pergunte quem era Falcão', produzido em 2017 pela Roma e dirigido por David Rossi.

Hall da Fama na Itália

Em 2016, Falcão teve a honra de fazer parte do Hall da Fama do futebol na Itália, feito que só um brasileiro, Ronaldo Fenômeno, havia conseguido. Os critérios para conseguir fazer parte da Federação de Futebol Italiana (FIGC) é que o ex-jogador deve ter parado há no mínimo duas temporadas e jogado cinco vezes o Italiano, pelo menos.