Nos pênaltis, Fábio para o Santos e Cruzeiro vai à semifinal

Ana Canhedo
LANCE!
Fábio foi o grande destaque da classificação celeste (Alessandra Torres/Agência Eleven/Gazeta Press)

Fábio - Cruzeiro

Fábio foi o grande destaque da classificação celeste (Alessandra Torres/Agência Eleven/Gazeta Press)

Quase um ano depois do título diante do Flamengo, o Cruzeiro conquistou na noite desta quarta-feira vaga às semifinais da Copa do Brasil, após perder para o Santos no tempo normal por 2 a 1, mas sobrar nas penalidades: Fábio defendeu as três cobranças alvinegras e fez valer o gol marcado por Thiago Neves. Gabigol e Bruno Henrique, que assim como Jean Mota e Rodrygo perdeu pênalti, marcaram os gols da vitória santista.

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O Santos não vencia uma partida fora de casa desde 13 de junho, quando bateu o Fluminense, no Rio de Janeiro. Agora, o Peixe tem pela frente a missão de se reerguer no Brasileirão e passar pelas oitavas de final da Libertadores. A Raposa busca o bicampeonato do torneio mata-mata.

Rei de Copas!
No duelo de um time com um meio-campo forte como o do Cruzeiro contra uma equipe jovem com quatro atacantes, melhor para a Raposa.Em duas jogadas, o Cruzeiro desmontou a defesa santista. Na melhor delas, Thiago Neves recebeu de Arrascaeta na direita, balançou diante de Gustavo Henrique e chutou no canto esquerdo de Vanderlei, que não conseguiu defender. Depois, Robinho e Edílson tabelaram pela direita e, após ótimo cruzamento, Arrascaeta tentou de carrinho, mandando a bola na trave. Organizado e eficiente, a Raposa dominou boa parte da partida em casa.

Reage, Santos!
Com Rodrygo revezando entre o meio-campo e a ala direita, o ataque do Santos se esforços para desequilibrar na movimentação. Gabriel aproveitou espaço deixado por Dedé para mandar uma bomba de fora da área e empatar o duelo aos 44 minutos do primeiro tempo. Gol para premiar a equipe mais esforçada.

Só Deus (ou Veríssimo) salva!
A etapa complementar manteve a tônica do jogo. O Cruzeiro seguiu mais vertical e preciso em seus ataques, enquanto o Santos encontrou dificuldades para criar. Robinho e Edílson tiveram suas respectivas chances bloqueadas por Lucas Veríssimo, um gigante da defesa. Antes do meia e do lateral, porém, Dedé teve ótima chance de cabeça, após cobrança de escanteio, em bola que acabou no travessão do goleiro.

Vira, vira... Virou!

O que parecia impossível, aconteceu no Mineirão: em falha improvável de boa parte da defesa cruzeirense, Gabriel passou para Rodrygo, que encontrou Bruno Henrique atento dentro da grande área. Após cruzamento do Rayo, o camisa 11 subiu livre para virar o jogo a favor do Peixe, levando a decisão aos pênaltis. Não sem antes o juiz acabar a partida com a bola nos pés de Gabigol, em contra-ataque alvinegro, provocando uma reclamação generalizada e a expulsão de Vladimir, goleiro reserva.

Pênaltis
Na disputa de pênaltis, o Cruzeiro sobrou. O goleiro Fábio defendeu todas as cobranças alvinegras: Bruno Henrique, Rodrygo e Jean Mota tiveram seus chutes bloqueados pelo camisa 1. Lucas Silva, Raniel e David converteram para a Raposa, ratificando a vaga à semifinal.

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 1 (3) X (0) 2 SANTOS


Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data-Hora: 29/4/2018 - 16h
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA)
Público/renda: 43.464 pagantes/R$ 1.432.225,00
Cartões amarelos: Edilson (CRU), Bruno Henrique, Gabriel, Vladimir e Gustavo Henrique (SAN)
Cartões vermelhos: Vladimir, após o jogo (SAN)
Gols: Thiago Neves (12'/1ºT) (1-0), Gabriel (41'/1ºT) (1-1), Bruno Henrique (38'/2ºT) (1-2)
Pênaltis: Lucas Silva (marcou), Raniel (marcou), David (marcou) (CRU)
Bruno Henrique (perdeu), Rodrygo (perdeu) e Jean Mota (perdeu) (SAN)

CRUZEIRO: Fábio; Edilson, Dedé, Léo e Egídio; Henrique e Lucas Silva; Robinho (Rafinha, aos 31'/2ºT), Thiago Neves e Arrascaeta (David, aos 42'/2ºT); Barcos (Raniel, aos 23'/2ºT). Técnico: Mano Menezes.

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Luiz Felipe (Gustavo Henrique, aos 6'/1ºT) e Dodô; Renato (Daniel Guedes, aos 26'/2ºT) e Diego Pituca; Arthur Gomes (Jean Mota, aos 16'/2ºT), Rodrygo e Bruno Henrique; Gabriel. Técnico: Cuca.

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