Região de Piracicaba tem piora e voltará a fechar os comércios a partir de segunda

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Com as mudanças, a região voltará a fechar os comércios não-essenciais a partir da próxima segunda. (Foto: AP Photo/Andre Penner)
Com as mudanças, a região voltará a fechar os comércios não-essenciais a partir da próxima segunda. (Foto: AP Photo/Andre Penner)

A região de Piracicaba, no interior de São Paulo, voltará a fechar os comércios não-essenciais a partir da próxima segunda-feira (20) após apresentar piora nos índices de acompanhamento do avanço da pandemia do novo coronavírus.

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O anúncio foi feito pelo governador João Doria (PSDB), na tarde desta sexta-feira (17), durante coletiva de imprensa de atualização da situação das regiões do estado no Plano São Paulo, programa do governo do estado de regras para endurecimento ou flexibilização das medidas restritivas devido à Covid-19.

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Piracicaba passará da Fase 4 - Laranja para a Fase 5 - Vermelha, a mais restritiva do programa, fazendo com que funcionem apenas os serviços essenciais a partir do dia 20 de julho. Na Fase Laranja, a região tinha permissão para atividades comerciais como comércios em geral, shoppings centeres, além de imobiliárias, concessionárias e escritórios.

MUDANÇA DE FASE JÁ ERA ANALISADA

A possibilidade de mudança de fase na região já havia sido anunciada na terça-feira (14), quando o governo autorizou que pacientes diagnosticados pudessem ser transferidos para atendimento no Hospital de Campanha do Ibirapuera, na capital paulista.

A decisão veio após uma piora nos índices do novo coronavírus, principalmente no que diz respeito à ocupação dos leitos de UTIs.

As demais regiões do estado permanecem como estão, conforme atualização passada no dia 10 de julho. Confira como ficam as regiões a partir de segunda-feira (20):

Mudança da situação da região de Piracicaba foi anunciada nesta sexta (17). (Foto: Divulgação/Estado de São Paulo)
Mudança da situação da região de Piracicaba foi anunciada nesta sexta (17). (Foto: Divulgação/Estado de São Paulo)

ENTENDA O PLANO SÃO PAULO

O Plano São Paulo, apresentado dia 27 de maio, é dividido em cinco fases, ou etapas, e cada região do estado será classificada em uma delas. O estado será dividido de acordo com as 17 Diretorias Regionais de Saúde - DRS, além da cidade de São Paulo, que será analisada isoladamente:

  • FASE 1 (VERMELHA) - Alerta Máximo:

Funcionam somente os serviços essenciais, a indústria não essencial e construção civil

  • FASE 2 (LARANJA) - Controle:

Funcionam com restrições os setores de atividades imobiliárias; concessionárias; escritórios; comércios em geral; e shoppings centers

Funcionam sem restrições a indústria não essencial e construção civil

  • FASE 3 (AMARELA) - Flexibilização:

Funcionam com restrições os setores de bares, restaurantes e similares; comércios em geral; shoppings centers; salões de beleza

Funcionam sem restrições setores das atividades imobiliárias; concessionárias; e escritórios

  • FASE 4 (VERDE) - Abertura Parcial:

Funcionam com restrições os setores de bares, restaurantes e similares; comércios em geral; shoppings centers; salões de beleza; e academias

Funcionam sem restrições setores das atividades imobiliárias; concessionárias; e escritórios

  • FASE 5 (AZUL) - Normal Controlado:

Todos os setores funcionam, observando protocolos e determinações que serão especificadas pelo estado;

Liberação dos espaços públicos, e funcionamento de teatros, cinemas e eventos que promovam aglomerações, inclusive os esportivos, só serão autorizados nesta fase

OS CRITÉRIOS DO PLANO SÃO PAULO

O cálculo das fases levará em consideração cinco critérios: dois de Saúde (taxa de ocupação de leitos de UTI por infectados pela Covid-19; e número de leitos de UTI para 100 mil habitantes), e outros três critérios de evolução da pandemia (número de casos, número de internações, e número de óbitos).

De acordo com a equipe de governo, cada região do estado será analisada de maneira isolada e, caso cumpram os critérios necessários, terá sua classificação alterada.

A atualização da situação das regiões será feita semanalmente. No entanto, uma região só poderá evoluir para a próxima fase se mantiver os indicadores estáveis por 14 dias. Casos de evolução excepcionais serão avaliadas a parte pelo governo.

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