Recusa de seguro-desemprego fez time suíço demitir os nove jogadores mais caros

Goal.com

Afetado financeiramente pela pandemia mundial do COVID-19, o Sion propôs no início desta semana que os jogadores aceitassem entrar no seguro-desemprego, que, na Suíça, pode pagar até 12 mil francos (R$ 61 mil) por mês. A Goal sabe que elenco reuniu-se e, em conjunto, recusou a oferta feita pelo presidente e maior acionista Christian Constantin (na foto). Sem acordo, nove atletas acabaram demitidos, entre eles o camaronês Alex Song, ex-Arsenal e Barcelona.

Nos bastidores do time suíço, que conta com cinco brasileiros (Raphael Rossi, Baltazar, Patrick Luan, Philippe e Itaitinga), sabe-se que os dispensados eram responsáveis pelos maiores salários do grupo (algo em torno de 40 e 50 mil francos), o que teria influenciado diretamente na rescisão dos contratos, muitos deles com validade apenas até junho deste ano.

Antes de tentar um acerto com os jogadores, o Sion recebeu uma ajuda financeira da Associação Suíça de Futebol, que pagou o equivalente aos valores que seriam angariados com as receitas dos restantes jogos em casa, numa tentativa de reduzir os prejuízos causados pelo novo coronavírus. A iniciativa da entidade fez com que os atletas tomassem conhecimento da segurança no caixa do clube. Isso, aliás, consequentemente gerou dúvidas em relação à necessidade da entrega imediata da proposta de seguro-desemprego.

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Neste momento, os jogadores remanescentes, que estão treinando por conta própria, não têm qualquer novidade sobre desenrolar das negociações contratuais. A princípio, seguem ligados ao clube, que tem a obrigação de assegurar os pagamentos em dia.  

No campeonato suíço, onde o Sion ocupa hoje a oitava colocação (22 pontos atrás do líder St. Gallen), os tradicionais Servette e Neuchatel Xamax ofereceram o mesmo tipo de acordo amigável (seguro-desemprego) aos jogadores. Segundo consta, houve acerto com praticamente todos os envolvidos.

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