Recuperação e superar o sacrifício: a quarentena de Pedro Raul

Pedro Raul teve um impacto imediato no Botafogo. Contratado em janeiro, o atacante assumiu a titularidade e rapidamente se tornou uma das referências do Alvinegro, com três gols marcados até a paralisação das competições por conta da pandemia do coronavírus. Apesar dos números de destaque, o atleta conviveu com seguidas dores na coxa direita.

O "pesadelo" começou na vitória de 3 a 1 sobre o Macaé, no dia 26 de janeiro. O atacante se reapresentou com dores na coxa direita - ainda sem nenhuma lesão confirmada. Por conta dos importantes compromissos que o Alvinegro tinha à frente, porém, o atacante voltou aos gramados mesmo sem estar nas condições físicas ideais.

- No início foi um incômodo que eu tive. A primeira vez foi no jogo contra o Macaé. A gente foi levando. Contra o Resende deu uma agravada, começou a chover muito, o jogo teve que parar e eu não voltei quente, meu corpo já estava muito frio. Fui no sacrifício contra o Caxias (na Copa do Brasil). Quando voltei pro Rio fiz a ressonância e constatou uma lesão de grau 2 no músculo - lembrou, em entrevista à "BotafogoTV".

Pedro Raul, inclusive, iniciou a quarentena lesionado. O atacante não participou da última partida antes da paralisação do Campeonato Carioca, do Bangu, justamente pelas dores na coxa. O camisa 9 cumpriu o isolamento social em Porto Alegre, na casa dos pais, e fez um acompanhamento à distância junto ao departamento médico do Alvinegro.

- Fiquei a segunda metade do mês do março só tratando a coxa, dei um intensivo forte. Depois, comecei um trabalho de fortalecimento na perna direita, até igualar a perna esquerda. No mês de maio, foram trabalhos de força e resistência para ficar com os níveis altos. Por fora, também treinei sozinho. Perdemos o contato com a bola, mas não quis perder esse contato - afirmou.

Além dos treinos normais oferecidos de forma online pela comissão técnica, Pedro Raul, por conta da lesão, recebeu uma cartilha especial da equipe de fisioterapia do Botafogo. O atacante, inclusive, afirmou que só realizou três jogos com a máxima capacidade física desde que assinou com o Botafogo.

- Acho que só dois ou três jogos não joguei no sacrifício. O resto foi só na injeção. Tinha semana que eu só ouvia, nem treinava com bola. No dia do jogo eu tomava a a injeção e ia pra guerra. É difícil, tu acaba perdendo tudo. Fizemos um trabalho conjunto, o departamento médico tentava me dar o mínimo de condicionamento possível. Só contra o Flamengo e o Macaé que eu estava 100%. Mas o importante foram os resultados, todos os sacrifícios valeram a pena - admitiu.

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