Recordistas de títulos, Serginho e Éder buscam oitava medalha de ouro

Experientes em finais da Superliga, o líbero do Sada Cruzeiro e central do Funvic Taubaté compartilham experiência com companheiros de time

Sete títulos de Superliga. A experiência do líbero do Sada Cruzeiro (MG), Serginho, e do central do Funvic Taubaté (SP), Éder, vem sendo compartilhada com todos os companheiros de time finalistas desta edição. Recordistas de títulos, com sete cada um, os jogadores têm dicas que garantem ser infalíveis para suportar toda a ansiedade gerada nesta semana de decisão.

A maturidade de Serginho, de 38 anos, que defende o Sada Cruzeiro desde a temporada 2010/2011, ajuda bastante. Segundo o líbero, a experiência e ele busca passar um pouco de serenidade aos outros jogadores.

- Creio que consigo passar tranquilidade para os mais jovens mesmo sem falar muito. Evito falar o tempo todo e prefiro focar no jogo e deixar que as coisas fluam naturalmente e, assim, acredito que que os mais jovens se sintam mais à vontade. A tensão da final é algo muito particular - afirmou o líbero do Sada Cruzeiro, que detalhou:

- É uma semana mais tensa, com um volume menor de treinos, com foco no descanso e alimentação e, ainda, com menos horas de sono", brincou Serginho. "Mas, esse conhecimento sobre tudo que cerca uma decisão faz com que saibamos lidar com tudo o que uma final traz de uma maneira melhor do que se fosse a primeira vez.

Apesar da experiência e dos títulos acumulados, os dois jogadores mais vencedores da competição garantem que o nervosismo ainda se faz presente.

- Se eu não tiver com esse frio na barriga posso parar de jogar vôlei. É isso que me deixa alerta, pronto para um jogo importante como esse - garantiu Serginho.

- Hoje ainda estamos tranquilos, mas, confirma for chegando mais perto, quando passamos a treinar no ginásio de jogo, a ansiedade aumenta - disse Éder.

O central do Funvic Taubaté, de 33 anos, tenta fazer com que essa ansiedade não prejudique o desempenho de todo o time com conversas diárias.

- Essa experiência ajuda bastante. É minha nona final, já passei por coisas boas e ruins, dificuldades, sei como é o clima na final. Não podemos permitir que a ansiedade atrapalhe e tenho tentado conversar bastante, principalmente com os mais novos, tentando passar um pouco de tudo que já vivi. Tento mostrar, especialmente, a importância da tranquilidade. Em um jogo único não podemos nos dar ao luxo de errar. Não podemos começar cometendo erros por ansiedade, porque isso pode fazer diferença no resultado final. É a primeira vez que o projeto de Taubaté chega a final e é tudo muito novo. Estou tentando fazer o meu melhor diante dessa situação para ajudar o máximo possível.

A grande final da Superliga entre Sada Cruzeiro e Funvic Taubaté será neste domingo, às 10h, no ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte (MG), com transmissão ao vivo da TV Globo e do SporTV.

















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