Receitas do Cruzeiro caem drasticamente em ano de Série B - saiba os detalhes

Fabio Utz
·2 minuto de leitura

O Cruzeiro, que pelo segundo ano consecutivo disputará a Série B nacional, tenta encontrar um rumo no que se refere a finanças. Mas está bem difícil. A análise do último balanço financeiro, feita pelo blog do Rodrigo Mattos, comprova o quando o clube ainda está desequilibrado em seus cofres.

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De 2019 para 2020, a arrecadação bruta caiu 57% - de R$ 289 milhões para R$ 123 milhões. Embora os efeitos da pandemia de coronavírus tenham que ser levados em conta, a mudança de divisão é o principal motivo para esta perda. Houve queda de receita de direitos de transmissão, de R$ 102,5 milhões para R$ 40,4 milhões - ressalta-se que parte do montante do pay per view ficou para ser repassado em 2021 -, e também em venda de atletas, de mais de R$ 100 milhões para R$ 23,5 milhões.

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É bem verdade que aconteceu, também, uma redução de custos na casa dos 40%, o que foi insuficiente para abater as despesas operacionais (R$ 275 milhões) e evitar o déficit de R$ 227 milhões - que só não foi maior por conta de abatimento dado pelo governo em acordo para pagamento das dívidas fiscais. Em 2020, a dívida total do Cruzeiro chegou a R$ 963 milhões*, mesmo que o débito de curto prazo (a ser pago no período de um ano) tenha caído 43% e ficado na ordem de R$ 385 milhões. Segundo o clube, somente no período da gestão do presidente Sérgio Santos Rodrigues, a Raposa registrou superávit de R$ 33 milhões. O que, a princípio, ainda é pouco diante do caos administrativo instalado no lado azul de Belo Horizonte nas temporadas anteriores.

*O clube informa ter uma dívida global de R$ 897 milhões, sem explicar o critério para o número.

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