Receita de 2019 pode servir para o Vasco escapar do rebaixamento

Felippe Rocha
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Em 2019, o Vasco contratou Vanderlei Luxemburgo para comandar o time na luta contra o rebaixamento. O "projeto" foi bem sucedido e, para repetir a dose no campeonato seguinte, a receita aplicada pelo treinador pode ser repetida. Embora haja algumas diferenças no cenário e no elenco.

No campeonato passado, Luxa assumiu um time esfacelado. Sem equilíbrio, com um Maxi López que deixaria o clube pouco depois e na última posição naquela quinta rodada, quando o treinador esteve pela primeira vez à beira do campo. Agora, faltam 12 rodadas para o fim da competição.

Na ocasião, o elenco foi reformulado durante a competição. Alguns jogadores foram afastados e outros chegaram. O time que funcionou era assumidamente reativo, isto é: Vanderlei admitia que não era momento de o time se lançar ao ataque, mas de se organizar defensivamente para, depois, contragolpear.

Havia um primeiro volante, outros dois meio-campistas na faixa central do campo e, quase sempre, dois pontas mais um centroavante improvisado. Foi Luxa quem promoveu Talles Magno e fez o atacante brilhar. Mas havia também Marrony e Rossi dando velocidade ao time. Ambos não estão mais no clube.

Na atual temporada, o Vasco tem o centroavante que não tinha antes: Germán Cano marcou 21 dos 42 gols do time até aqui. Por outro lado, o jogo com os pontas e laterais não fluiu, e o sistema de marcação se mostrou frágil. Não à toa, a defesa vascaína é a terceira pior da competição, com 39 gols sofridos em 26 partidas.

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Se o trabalho que sucederá o de Ricardo Sá Pinto conseguir organizar a defesa como Luxemburgo fez em 2019 e obtiver êxito na formatação ofensiva, haverá caminho. E ainda tem Cano para ajudar.