Rebeca Andrade perde equilíbrio nas barras e fica fora do pódio

**Arquivo**Rio de Janeiro, RJ, BRASIL. 17/06/2021 - Retrato da ginasta brasileira, Rebeca Andrade.  ( Foto: Ricardo Borges/Folhapress)
**Arquivo**Rio de Janeiro, RJ, BRASIL. 17/06/2021 - Retrato da ginasta brasileira, Rebeca Andrade. ( Foto: Ricardo Borges/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Depois de conquistar o ouro inédito para o Brasil no individual geral, Rebeca Andrade, 23, não chegou neste domingo (5) ao pódio na decisão das barras assimétricas no Mundial, em Liverpool, na Inglaterra.

Rebeca abriu a final do aparelho e, logo no início da sua série, cometeu uma falha que a obrigou a descer e recomeçar sua apresentação, o que lhe custou uma pontuação mais elevada --a ginasta ficou na última posição, com 12,8 pontos.

"A paralela é meu aparelho favorito, erros acontecem. Eu não sei o que eu fiz de errado, mas eu estou tranquila. Faz parte", afirmou em entrevista ao SporTV logo depois da prova.

A chinesa Wei Xiaoyuan, vencedora do ouro no aparelho, marcou 14,966 pontos. Shilese Jones, dos EUA, e a belga Nina Derwael completaram o pódio.

Rebeca tentava se redimir depois de um erro nas barras assimétricas na final do individual geral na quinta-feira (3), quando ela teve problemas na execução de uma parada de mão --"um arranca-rabo", em suas palavras, que não comprometeu seu desempenho geral.

Depois de conquistar o ouro inédito com "Baile de Favela" como trilha sonora, a ginasta disse que a vitória era "para mostrar do que o preto é capaz". "Eu me sinto muito orgulhosa de levar essa música para o mundo todo, feliz que ela buscou o ouro. Acho muito, muito, legal que as pessoas tenham realmente gostado da música, da coreografia. Você vê como o público se levanta."

Rebeca disputa mais duas medalhas em Liverpool neste domingo (6), na trave e no solo feminino. A equipe brasileira também participa das finais do salto masculino, com Caio Souza, e barra fixa, com Arthur Nory. Flávia Saraiva está junto com Rebeca na decisão do solo feminino.

Mais cedo, o britânico Giarnni Regini-Moran, 24, surpreendeu, ultrapassou por pouco o campeão mundial e olímpico Daiki Hashimoto, do Japão, e venceu o ouro no solo masculino, o primeiro título do Reino Unido na modalidade.